Soluções ecológicas trazem influências da cabana primitiva
12 fevereiro, 2009 – 11:36 am | by lvxus 
A proposta para a Pousada Teju-Açu, elaborada por Marco Antônio Gil Borsoi, Ruy Loreto e Tereza Simis Borsoi, obedece às normas estabelecidas pelo Ibama, órgão federal de defesa do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis. A edificação fica em Fernando de Noronha, arquipélago localizado a 545 quilômetros do Recife. Além dos parâmetros ambientais, o projeto seguiu a inspiração do conceito de cabana primitiva, proposto pelo jesuíta Marc-Antoine Laugier, arquiteto e teórico do século 18.

O empreendimento foi implantado em terreno irregular, com pouco mais de 2 mil metros quadrados. Ele é composto por 12 unidades de hospedagem em forma de cabanas sobre palafitas, cada uma com cerca de 30 metros quadrados de área. O bloco principal, também sobre palafitas, possui dois pisos. No inferior ficam as áreas de serviços e a recepção. O pavimento superior, onde se encontram ambientes de estar, estabelece uma relação dialética entre os espaços público e privado.
O partido arquitetônico faz opção por um sistema construtivo ecológico, com peças de madeira reflorestada, como troncos de eucalipto tratado e painéis prensados. Além disso, agrega soluções técnicas alternativas para a captação de águas pluviais, o reúso e o tratamento de águas servidas. Apesar de todo o rigor tectônico, os autores decidiram tirar partido da forma irregular dos troncos e caules das árvores.

Ao projetar a Pousada Teju-Açu, a equipe se inspirou no conceito de cabana primitiva, do abade francês Marc-Antoine Laugier (1711-1769). Para o autor de Essai sur l’architecture (1755), todos os elementos arquitetônicos têm, por analogia, uma origem natural, cujas formas ordenadas à luz da razão podem gerar uma construção com princípios claros e tipologicamente lógicos.
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