Archive for dezembro, 2011
Maquetes na Antiguidade
Teriam os antigos arquitetos gregos feito maquetes para projetar seus templos e santuários, seus teatros, ágoras, stoas e arsenais, edifícios que constituem as raízes clássicas da cultura ocidental e encantam continuamente por sua elegância, sutileza, por sua técnica impecável e sua sensível inserção paisagística? Existem vestígios arqueológicos de maquetes gregas? O que sabemos sobre os procedimentos projetuais destes arquitetos? Como enfrentaram os problemas e desafios que tiveram à frente?
Para tanto, foi necessário definir e estudar um corpus de objetos, isto é, um conjunto de objetos recolhidos em escavações arqueológicas que possuem formas arquitetônicas em tamanho reduzido e que podem ter sido maquetes de arquitetura.

A imagem acima teria sido um estudo volumétrico de Arkhanes; vista lateral. Datação: Minoico Médio (1.700-1.630 a.C). Material: Terracota com restos de policromia. Dimensões: Altura de cada pavimento: 15 e 18 cm; Largura: 31 cm; Profundidade: 28 cm. A cobertura do modelo foi reconstituída. Museu
Foto Wolfgang Sauber [Creative Commons]
A identificação no modelo de Arkhanes do conjunto de princípios de composição arquitetônica da época e de um conjunto de elementos arquitetônicos típicos seriam indícios de que trata de uma “maquete de arquiteto”?
Ilse Schoep interpreta o modelo de Arkhanes como um “modelo feito em escala para visualizar aspectos arquitetônicos concretos”. Essa interpretação da autora apoia-se em 3 aspectos principais:
A elaboração da maquete em escala;
As semelhanças com a arquitetura real (elementos arquitetônicos e configuração espacial);
A existência de detalhes construtivos e ornamentais.
Esses aspectos, no entanto, não parecem suficientes para caracterizar Arkhanes como “maquete de arquiteto”.
Assim como no caso do modelo egípcio do Rei Sety I, a qualidade artística do modelo de Arkhanes, especialmente o detalhamento de elementos arquitetônicos e a pintura da peça parecem pouco condizentes com um suposto uso como “maquete de arquiteto”.
Atualmente não há informações suficientes a respeito da peça para descartar a hipótese de que Arkhanes tenha tido um outro uso social não associado ao trabalho de arquiteto como a quase totalidade dos modelos egeanos: ritualístico, decorativo, oferenda, etc.
Supondo que Arkhanes esteja relacionada diretamente ao trabalho de arquitetos, este modelo seria uma “maquete de apresentação” do projeto ao cliente, ou seria um modelo feito a posteriori para representar uma edificação existente?
Considerando que a arquitetura representada em escala reduzida em Arkhanes corresponde a configurações tradicionais, comuns na arquitetura protopalaciana, teria o arquiteto construído um modelo de apresentação tão minucioso e requintado como Arkhanes para mostrar uma edificação que não possui “nada de novo”, e aparentemente segue os padrões tradicionais da época?
A interpretação sobre o provável uso do modelo de Arkhanes na sociedade da época poderia ser auxiliada pelo conhecimento sobre o processo de projeto no período Protopalaciano em Creta, no entanto, esse tema é controverso. Sobre o papel do projeto na arquitetura minóica existem basicamente duas posições divergentes:
Donald Preziosi (13) defende a tese de que havia sim um planejamento integral na arquitetura minóica, tanto nas residências quanto nos palácios, desde o período protopalaciano, apoiando-se na ortogonalidade presente na maioria das edificações minóicas, e em unidades modulares que deveriam definir o dimensionamento dos ambientes nas plantas da época.

A imagem acima é da Maquete contemporânea de reconstituição do Palácio de Cnossos, feita em madeira, Museu Heraklion, Creta
Foto Templar1307 [Creative Commons]
Arnold Lawrence (14), por sua vez, defende uma tese de que o planejamento no período protopalaciano devia ser pouco rigoroso, flexível e sujeito a alterações. Para o autor, mesmo nas edificações palacianas do período neopalaciano a noção de um planejamento integral deve ser aplicada com restrições. Sem dúvida, quando se trata de uma edificação complexa e ampla como um palácio, a noção de projeto integral e o trabalho de arquitetos são mais facilmente aceitos. No entanto, quando se trata de pequenas edificações residenciais tradicionais – como é o caso de Arkhanes – dificilmente se pode aplicar a noção de um rigoroso projeto integral que envolva o trabalho de arquitetos.
Com base nas informações disponíveis atualmente não é possível afirmar plenamente que Arkhanes seja uma “maquete de arquiteto”. Mas Arkhanes poderia ser um modelo didático, isto é, um objeto utilizado para apresentar de forma sintética os princípios espaciais e elementos formais da arquitetura da época. Grosso modo, Arkhanes pode ser tomado como um modelo no sentido amplo do termo: exemplo, ideal, referência, padrão, que pode ter tido vários usos em sua época, desde uma oferenda até um objeto artístico de decoração.
Seguindo neste sentido, não é necessário resolver todas as questões em torno do provável uso social do modelo de Arkhanes para perceber nessa peça a originalidade de certas soluções de modelagem arquitetônicas como por exemplo:
A articulação de suas partes que possibilita montá-lo e desmontá-lo, experimentando assim tanto a forma integral quanto a (des)construção da forma;
A riqueza espacial do modelo que permite ao observador “entrar” e “sair”, relacionando o “dentro” e o “fora” por meio da articulação da partes e também das aberturas, dos vãos, portas, janelas e elementos vazados;
As possibilidades dinâmicas de alternar apreensões gerais e específicas, indo do todo ao detalhe e vice-versa;
As características construtivas do modelo “desmontável” que estabelece analogias diretas com a ação formativa no canteiro, e abre-se ao exercício alternado de sínteses (processos de montagem, composição ou construção) e análises (processos de desmontagem ou desconstrução);
A representação em escala reduzida de elementos ornamentais (cornos consagrados), colunas e aberturas, assim como a representação artística de técnicas construtivas (alvenaria de amarração) da prática arquitetônica que lhe era contemporânea.
Apesar de todas estas qualidades singulares, o modelo de Arkhanes não pode ser definido como uma maquete de arquiteto. Não há indícios formais e nem arqueológicos suficientes para caracterizar esse objeto como modelo de projeto, ou mesmo como maquete de apresentação de uma edificação a ser construída. Justamente por não corresponder a uma arquitetura real específica, Arkhanes pode ser considerado um “tipo”, ou seja, um objeto que reúne em si características típicas e genéricas da arquitetura residencial minóica tradicional.
Leia mais no Portal VITRUVIUS http://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.138/4125
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Telhado e rampas
Observamos constantemente situações em que temos que projetar elementos como telhados e rampas, e para aqueles que estudam ou utilizam as técnicas de se projetar espaços sabem como é complicado decorar e utilizar fórmulas existentes para estes projetos.
Enfim, decidimos postar e analisar as fórmulas para o cálculos destas peças arquitetônicas.
EM TELHADO:
O telhado é baseado numa geometria interessante, donde triângulos, eixos e ângulos são o princípio de sua construção em desenho. Sua inclinação é expressa em porcentagem e não em graus como costumamos colocar em dados de ângulos.
Veja rapidamente como funciona:

>Aqui, observa-se a relação da altura h do telhado (ponto maximo, cumeeira) em função da inclinação dada em porcentagem.
EM RAMPAS:

Fórmula expressa pela NBR 9050
> O cálculo é parecido com o do telhado, embasado em triângulo e relação geométrica.
Então só jogar de acordo com o vão de espaço para a rampa e projetar se seguindo sua lei de inclinação.
Arquitetura também é acessibilidade.
Até a próxima!!
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Cores quentes e luz…
O recém-concluído Grupo Escolar Josephine Baker, desenhado por Dominique Coulon para a cidade de La Courneuve, subúrbio de Paris, faz parte do projeto de revitalização de uma área antes ocupada por conjuntos habitacionais. Em vez de eliminar o passado, o edifício abre-se para um imenso pátio interno, cujo desenho respeita a memória local.
Realizado pelo escritório de arquitetura Dominique Coulon & Associés, seu projeto partiu do traçado urbano prévio e propõe a reorganização da vizinhança a partir da preservação de dois eixos históricos regionais.
Um começa na região central de Paris – na fonte de Saint?Michel – e segue até a catedral da cidade vizinha de St. Denis. O outro vai da mesma igreja até a capela de St. Lucien, no centro de La Courneuve.
Os dois eixos cruzam a área do plano urbanístico do qual faz parte a escola e delimitam um trecho onde o passado se mantém, tanto pela presença das ruínas de um cemitério galo-romano quanto pelo espaço vazio deixado por conjuntos habitacionais da década de 1960, o Ravel e o Presov, demolidos em 2004.

Parte de um plano urbanístico, o Grupo Escolar Josephine Baker localiza-se em La Courneuve, subúrbio de Paris
Integrado às intenções de revitalização, preserva a cicatriz urbana, em vez de ignorá-la, o que definiria um processo irreversível de perda da memória da cidade.
A única exigência do programa apresentado pelo órgão regulador da educação pública local foi que se evitassem blocos fechados.
Por isso – e por conta dos limites de densidade e altura impostos pelas leis do município -, o arquiteto criou um partido com volumes tensionados, que questiona a separação entre escola primária e creche.
“Edifícios escolares parecem ser concebidos como áreas para adultos reduzidas à escala das crianças. Neste projeto, as sequências de caminhos e salas de aulas propõem uma relação diferente entre o corpo da criança e o espaço”, explica Dominique Coulon, autor do projeto.
A proposta, portanto, estabelece uma organização unificada, implantada a partir de dois polos ligados por um sistema de rampas.
As salas de aulas destinadas às crianças que frequentam a creche concentram- se no lado leste do terreno, em um pavimento que está em balanço sobre a entrada, enquanto as classes da escola primária ocupam o setor oeste, com vista para os jardins centrais.O playground das crianças mais velhas funde-se com a área reservada para as mais novas, ao lado de onde está a cantina. Já os setores esportivos ocupam a cobertura do bloco principal, que contém a biblioteca.Por conta dos chanfros e da volumetria assimétrica, a construção parece ser dominada por ambientes fechados, com poucas aberturas. No entanto, todas as salas de aulas, sobrepostas ao terreno, abrem-se para jardins centrais.

Os corredores recebem luz natural de claraboias e se expandem na frente das salas de aulas
Dessa forma, tem-se a impressão de que, pelo exterior, a verticalidade predomina. Mas é o aspecto horizontal que fica mais evidente para quem cruza a entrada do grupo escolar.
“É como se o universo infinito se abrisse para dentro de uma área exclusiva e acolhedora, reservada para as crianças”, avalia o arquiteto.
O interior também propõe surpresas. Na entrada, por exemplo, a volumetria se projeta para dentro, em um movimento de acolhimento.
O espaço tem, ainda, parte do piso feito em vidro, o que serve como elemento de comunicação visual transitório para o momento do dia em que as crianças são separadas de seus pais.
Como zonas de descompressão, os corredores mudam de altura e de largura, e expandem-se na frente das portas das salas de aulas, além de receber luz natural de claraboias.
Finalmente, quando o percurso se encerra, a cobertura do playground amplia-se para além da rampa que leva até as áreas esportivas do último piso. Esse jogo volumétrico, somado ao uso de materiais como linóleo nos pisos e madeira nas portas e janelas, suaviza a robustez do concreto aparente, contraste acentuado pelo laranja que colore o chão e algumas paredes e tetos.

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Vray sketchup – Água
Estes dias aqui no estúdio CADaula nos deparamos com a situação seguinte:
Tinhamos uma banheira de hidromassagem em um banheiro e a cliente pediu pra gente criarmos um efeito de água; então olhamos bem a maquete e seguimos com o desafio. Depois de tanto martelar em cima do material adequado, descobrimos a receita base para criar o efeito de líquido no Vray.
Decidimos então Criar um rápido tutorial para ilustrar o processo.
Primeiro Passo:
Crie um material padrão do Vray indo em create material e standard;
Depois Crie uma layer de reflexão (Reflection) e adicione Fresnel IOR – com o valor de 2,5;
No diffuse (cara do material, cor) dê em Transparence o branco total.
E o segredo maior está em:
Crie um map-bump, aumente o multiply para 2 e vá no m e ponha NOISE
Vá em SIZE do NOISE, amplitude do raio 5, frequencia do raio 5 e dê ok.
Dê um preview e sua água está pronta para render.

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Representação gráfica no Revit
Muitas pessoas abandonam o Revit por considerar que o programa é muito rígido e não permitir que o usuário o configure da forma desejada, o que é totalmente equivocado. Pelo contrário, o Revit tem sido muitíssimo eficiente nesses vários anos de CAD. O software utilizado de modo esquematicamente correto proporciona resultados bastante satisfatórios.
O primeiro passo para ter um bom desempenho no Revit é criar o seu próprio arquivo modelo, configurado de acordo com os seus tipos e estilos de linha, espessuras de penas, cotas, pré-carregado com as principais famílias e símbolos de anotação. Assim, toda vez que iniciar um projeto já terá tudo configurado e padronizado. Sempre que descobrir algo que vá usar repetidamente, lembre-se de carregar no arquivo modelo.
Vá em R>Novo>Projeto e escolha “Modelo de projeto”. Parece igual um arquivo normal, mas possui extensão .rtee é ele que você vai selecionar nessa mesma caixa de diálogo quando criar um novo projeto.

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Uma breve descrição sobre o 3D Max – versão 2012
Programa profissional para criação, modelagem e animação em objetos 3D.
Com anos de estabilidade no mercado como um dos programas mais usados para criar animações e efeitos em imagens tridimensionais, 3D Studio Max traz em sua nova versão elementos incríveis para facilitar o trabalho de designers de jogos e de usuários apaixonados por imagens com alta complexidade.

Agilize o processo de modelagem
A área de trabalho do programa é dividida em quatro principais áreas, cada qual mostrando um ângulo da sua figura. Este recurso que com certeza facilita muito o trabalho traz um modo prático para analisar o objeto em várias perspectivas, lembrando ainda que não importa onde você implemente novos objetos, estes são criados em todas as áreas simultaneamente.
3D Studio Max também conta com alguns objetos pré-programados que poupam um grande tempo, pois nota-se que criar poliedros comuns a todo momento é algo demasiadamente trabalhoso e também que utilizar estes objetos de maneira alguma afetará o trabalho final de seu projeto.
Efeitos de iluminação e sombreamento fazem parte da enorme gama de recursos do 3D Studio Max, estes que interagem com quaisquer objetos criados ou importados. A interatividade também não faltará aos seus objetos, o programa que traz desde forças naturais como gravidade e ventos, e até mesmo permite a inclusão de deformações aos objetos.

Projetos no 3D Max interagem com vários formatos, entre eles o clássico da Autodesk dwg

O 3D Max está entre os softwares 3D mais eficientes e difundidos no mundo.
Até a próxima.
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