BlogBlogs.Com.Br
Cursos de Autocad, sketchup, Revit e outros CADs. Arquitetura, engenharia, construção e design de interiores.

Archive for the ‘arquitetura’ Category

Revit é citado no Correio Braziliense como a nova era em termos ferramentas para projetos

quinta-feira, maio 20th, 2010

Um frenesi comparado ao lançamento do Autocad, há mais de 25 anos atrás, é o que acontece nos dias de hoje, com o novo modelo de se projetar arquitetura usando softwares BIM, cuja principal estrela do momento é o Revit Architecture, software da Autodesk, mega empresa do ramo de tecnologia e softwares.

Finalmente, com esta matéria, este novo ambiente deve sensibilizar arquitetos, construtores e empreiteiros. Nós que trabalhamos com ele já faz algum tempo, estávamos esperando uma nova corrida para esta tecnologia, pois, assim como aconteceu com o Autocad, espermaos que este software passe a ser usado por mais e mais pessoas. Criandosoluções, padrões e tudo mais, tornar-se-ão mais correntes, criando um ambiente mais consolidado.

“Isto é tudo que esperamos, pois quando precisamos de um cadista que trabalhe com  Revit, é um deus nos acuda. Poucos, ou pouquíssemos, sabem usar o software e suas potencialidades”.

E que potencialidades são essas? E como usá-las.

Para começar, não ter que acabar o projeto no Autocad, ou seja, apresentá-lo ao nível de executivo no Revit. E isto é um desafio a se conquistado pouco a pouco. Não adianta falar: “este projeto vou concluir totalmente no Revit e com todos os detalhes” hahah, há vai…estudou bastante, colega? Fez quantos cursos?

O conselho é ir devagar e com consistência e ir aplicando novas necessidades e soluções a cada projeto. Você pode pegar um projeto e buscar tirar as listas de quantitativos. Num outro, além disso, acrescente melhorar o nível de seus detalhes. No outro, busque aproximar sua apresentação o mais perto de uma feita com o Autocad. E assim por diante.

O Revit está aí para ficar e o melhor é entrar logo neste jogo. Quem já entrou sabe os benefícios dos primeiros projetos e o quanto é duro conquistar degraus. Mas vale a pena. Seu curriculm, seus projetos, suas soluções, o mercado, todos serão beneficiados.

Os tempos são outros e é preciso aprender a aprender!

Vamos à luta!

Henrique Hermeto – WWW.cadaula.com.br

 

Abaixo a matéria completa foi publicada no jornal Correio Brasiliense, jornal que circula em Brasília e algumas capitais, em meados de Maio de 2010…
(comentários são bem-vindos)

 

“Mais importante do que a arquitetura é estar ligado ao mundo”, disse, certa vez, Oscar Niemeyer, responsável pelo maior projeto modernista já consolidado. E se o criador de Brasília estiver mesmo certo, os arquitetos precisam estar sempre de olho nos novos recursos da profissão. Softwares e máquinas de prototipagem 3D que já são comuns em escritórios de arquitetura do exterior começam a chegar timidamente a empresas brasileiras. Junto a eles, o adeus ao popular Autocad e uma verdadeira revolução na forma de conceber e executar projetos arquitetônicos.

 

No Guggenheim de Bilbao, “cada quadradinho” foi feito com modelos em 3D: é a chamada “fabricação digital”

Tudo começa na hora do esboço. Os programas de desenho que deram lugar às pranchetas na década de 1990 agora oferecem ferramentas específicas para o trabalho do arquiteto. Por incrível que pareça, o Autocad não foi inventado para atender às necessidades dos profissionais do traço; foi apenas adaptado da indústria para os escritório de arquitetura. O software da vez se chama Revit. Fabricado pela mesma empresa do Autocad, o Revit é uma ferramenta de desenho paramétrico em 3D. Isso significa que os arquitetos podem elaborar projetos a partir de padrões armazenados na biblioteca do programa. Podem testar materiais, texturas, tamanhos e configurações de todos os tipos até achar o melhor resultado.

“A graça desse software é que ele promove a integração das diversas áreas envolvidas do projeto. O arquiteto já pensa em três dimensões e o cliente recebe o arquivo com o quantitativo de material que será utilizado. É uma simulação da realidade”, afirma o arquiteto chileno Rodrigo Scheel, 32 anos, que foi contratado por um escritório de Brasília para estudar o Revit e desenvolver a biblioteca do software na empresa. Rodrigo explica que o aplicativo também simplifica o trabalho dos arquitetos porque tudo fica armazenado em um arquivo só. Hoje, os profissionais usam o Autocad para desenhar em duas dimensões e outro programa para modular em 3D.

Professor da Architectural Association, escola de arquitetura de Londres, na Inglaterra, o brasileiro Franklin Lee (1), 42 anos, também é adepto do desenho paramétrico. A diferença é que Lee usa o software de modelagem Rhinoceros — não específico para arquitetos, mas que produz resultados semelhantes. O professor ressalta que, além da integração, os programas desse tipo permitem a chamada simulação ambiental. Na tela do computador, é possível melhorar o projeto com base na direção do edifício, dos ventos e da luz solar, aproveitando ao máximo os recursos naturais e reduzindo o uso do ar-condicionado, por exemplo.

“Mesmo quem ainda tem resistência ao uso dessas ferramentas precisa concordar que isso é importante. As questões ambientais dizem respeito a todas as gerações”, diz Franklin Lee. O arquiteto usa o exemplo do prédio da Biblioteca Nacional, na Esplanada dos Ministérios. A brise-soleil (na tradução literal, quebra-sol) do edifício, afirma Lee, poderia ter sido mais bem adaptada à realidade do clima de Brasília. “Se eu estivesse com esse projeto, não teria feito todas as brise-soleil iguais. Com formatos diferenciados, elas poderiam reduzir mais o calor”, comenta. Uma construção famosa que foi projetada com arquitetura parametrizada é o Estádio Nacional de Pequim, na China, o Bird`s Nest (Ninho de pássaro, em inglês).

Formas únicas
A complexidade do estádio se deve também ao uso de máquinas de prototipagem 3D na arquitetura. A chamada fabricação digital permite que comandos do computador definam formas refinadas, cada uma diferente da outra. A técnica, conhecida como CNC (Controle Numérico por Computador), já era utilizada na indústria — desde celulares até aviões — e começou a ser adotada para a confecção de maquetes. Hoje, já existem os primeiros edifícios feitos totalmente dessa forma. No Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha, por exemplo, cada “quadradinho” do prédio foi esculpido por uma máquina de CNC.

Dono de uma empresa de prototipagem rápida, o arquiteto Igor Lacroix, 28 anos, já elaborou peças de design únicas que chegaram a ser expostas em feiras de arte. “Há 10 anos, o custo dessa tecnologia era enorme, só as grandes indústrias usavam. De uns três ou quatro anos para cá, isso tem ficado mais acessível. Ainda não é uma realidade na arquitetura, mas será, em um futuro próximo”, aposta. “Existe até uma corrente que acredita que, em breve, seremos todos arquitetos-programadores”, completa Igor.

As novas ferramentas também gerarão impactos em toda a cadeia envolvida em uma construção. Os programas de desenho paramétrico vão, a grosso modo, delimitar até onde o arquiteto pode ir. A possibilidade de testar materiais e medidas também facilitará o trabalho dos engenheiros. “O projeto em 3D já vem com as vigas e pilares no lugar certo. O que o engenheiro vai fazer é conferir se essa estrutura está mesmo correta”, exemplifica o arquiteto Rodrigo Scheel.

“Os softwares de desenho paramétrico reduzem custos, geram uma forma complexa que é totalmente racional e que realmente responde aos problemas da arquitetura”, destaca o arquiteto venezuelano Ernesto Bueno, que estará em Brasília neste fim de semana para dar um curso sobre arquitetura parametrizada. O desafio, dizem especialistas, é fazer com que todas as novidades sejam implantadas na cadeia construtiva. “O principal problema de implantação é criar o hábito do uso. E isso demanda um investimento alto (2), que muitas empresas não estão dispostas a fazer”, destaca Rodrigo.

Para a professora Beatriz de Abreu e Lima, que ministra a disciplina Projeto de Arquitetura no UniCeub, o poder não está somente nas ferramentas, mas na forma como elas são utilizadas. “Com esses novos recursos, tanto podemos construir um ícone estapafúrdio quanto um edifício pensado para desempenhar uma performance ambiental específica. O importante é perceber que ainda está nas mãos do arquiteto, não há um script já pronto”, diz.

A professora Beatriz de Abreu e Lima falou ao Correio sobre as novas tecnologias utilizadas na arquitetura. Beatriz é professora da disciplina de Projeto de Arquitetura, no UniCEUB. Tem mestrado pelo Design Research Laboratory (Laboratório de Pesquisa em Projeto) da Architectural Association School of Architecture, de Londres. Leia:

Antigamente, os arquitetos usavam papel e caneta para projetar. Isso ainda existe hoje? Em quais circunstâncias?
O uso de novas ferramentas não invalida nossas tradicionais maneiras de representar, como o croqui, e a representação em projeções, como a planta baixa e o corte, por exemplo. Podemos ter diversas situações onde essas ainda se fazem necessárias e até mais adequadas. É preciso lembrar que o operário em uma obra, muitas vezes, ainda tem dificuldade de compreender essas informações. Para fabricar digitalmente componentes de uma fachada, podemos partir direto para a fabricação digital a partir de uma representação tridimensional. Mas podemos também encaixá-la em um edifício tradicional, que pode ter sido desenhado com plantas baixas e cortes.

Quais as vantagens que o computador trouxe aos arquitetos?
Uma das vantagens é a possibilidade de gerar, exaustivamente, novas possibilidades para uma dada situação, um método de projeto que envolve constante análise e experimentação. Na tentativa de representar a dinâmica da cidade, poderíamos gerar uma animação feita com softwares avançados, mas também poderíamos fazer um storyboard à mão, quadro-a-quadro. Só que esse último levaria mais tempo para ser feito. Hoje em dia, podemos fazer várias soluções em pouco tempo, experimentar mais. Mas é certo que muitos profissionais vão ficar no primeiro e rápido estudo.

O uso de ferramentas tecnológicas já está incorporado aos currículos universitários? Ou o aluno precisa buscar formação em outros lugares?
Estamos passando por uma gradual adaptação para projetarmos digitalmente. A situação atual, na maioria das escolas, é o uso de softwares para representação bidimensional e, por vezes, também de modelagem tridimensional. No entanto, vemos que esses softwares são usados, na maior parte das vezes, apenas para representação do projeto, e não contemplam nenhum método específico de geração digital do projeto. Continuamos a projetar exatamente como há vinte anos atrás, só que, em vez de desenharmos à mão, estamos representando com o computador.

Como mudar isso?
Se não enfrentarmos uma mudança de paradigma nos métodos e estratégias de projeto, ou seja, pensarmos e representarmos de maneira distinta ao que vínhamos fazendo, corremos o risco de ter máquinas moderníssimas, de alta tecnologia, porém utilizar métodos e estratégias de projeto anacrônicos, inadequados para tratar com elas. Por exemplo, para fazer uma maquete física de uma casa cúbica, torna-se desnecessário utilizarmos uma impressora que imprime em três dimensões, esta poderia ser representada facilmente com outros meios.

Há em curso alguma mudança do perfil do profissional da área?
A organização dos arquitetos em equipes maiores. Não é mais o gesto de um só arquiteto, mas a contribuição e a riqueza de uma série de profissionais em colaboração, organizados e identificados como um grupo. Também não podemos subestimar a pesquisa como uma estratégia de projeto atualmente, é o que se chamam de práticas research-based, ou seja, práticas baseadas na pesquisa. Antigamente, havia um corte muito grande entre o que se chamava de arquiteto de prancheta, o arquiteto praticante, com escritório, e o arquiteto acadêmico, teórico. Essas diferenças hoje estão mais equalizadas e difusas.

Existe alguma desvantagem do uso dessas ferramentas por arquitetos em formação?
O encantamento apenas com as formas mirabolantes que podem ser criadas com esses novos recursos e esquecer a função crítica do arquiteto na sociedade. Não há nenhum ganho se utilizamos novas ferramentas e não exercitamos nossa postura crítica e capacidade analítica.

Mesmo com o surgimento de tantos recursos, o arquiteto ainda é fundamental, certo? Por que?
Creio que, para enfrentar as nossas complexas questões sociais, de país emergente, temos que ter cada vez mais ferramentas e estratégias tanto mais sofisticadas quanto mais criativas de projeto, uma maneira de nos aproximarmos da compreensão das nossas realidades. Assim, o poder não está somente nas ferramentas, mas em como as usamos. Com esses novos recursos, tanto podemos construir um ícone estapafúrdio quanto um edifício pensado para desempenhar uma performance ambiental específica. O importante é perceber o arquiteto tem um papel importante e não um script já pronto.

1 – Talento nacional
O arquiteto paulistano Franklin Lee formou-se nos Estados Unidos e trabalha há 20 anos com computação digital. Ele dá aulas na escola Architectural Association, em Londres, uma das referências na área. Lee, no entanto, passa de seis a sete meses no Brasil, trabalhando com projetos sociais. Em julho deste ano, ele fará uma oficina com seus alunos para a implantação de projetos em três viadutos de São Paulo. A ideia é que, ao fim do workshop, os espaços tenham uma cozinha, um banco e um vestiário.

2 – “Mãozinha” do governo
O governo do Chile lançou este ano um projeto piloto para incentivar o uso do programa de desenho paramétrico Revit por escritórios de arquitetura e empresas construtoras. Uma agência foi contratada para estudar e elaborar a biblioteca do programa. O resultado será “doado” às empresas interessadas.

Popularity: 2% [?]

Veja como e por que implementar o Revit Architecture em seu dia a dia de projetos

sexta-feira, novembro 13th, 2009

Abaixo você verá um webcast direto do site  da Autodesk, onde, de forma bastante direta e didática, mostrará como e quais as principais vantagens de implementar o Revit Architecture em seu escritório/ empresa.

http://www.adskmedia.com/top-tips_revit_port/

Muitas pessoas que fazem cursos de Revit têm tido problemas para começar a colocá-lo em uso no seu escritório e no dia a dia de projetar. Este fenômeno pode ocorrer por vários fatores:

  • Falta de tempo para colocá-lo em prática;
  • Medo de agregá-lo ao processo de projetar e gerar colapso na empresa/ escritório;
  • Falta de dimensão dos reais benefícios e perdas com sua implantação ou não;
  • Falta de treinamentos consistentes, apoio ou treinamentos super dimensionados para iniciantes
  • Falta de noção de urgência do momento, em que novas tecnologias começam a dominar o mercado e muitos ainda se encontram céticos

O fator treinamento é crucial para se começar bem na estrada Revit, que é longa. Muitos cursos hoje pecam por querer passar um conteúdo excessivo, deixando o profissional perdido, com uma carga de informações muito maior do que aquilo que ele precisa para começar a obter resultados imediatos em seus projetos. Assim, acreditamos que cursos mais dosados e divididos, que dêem ferramentas para aplicação imediata, são uma solução mais  interessante para o aluno, pois ele, se sentirá recompensado e seguro a colocar em prática aquilo que ele aprendeu e mesmo que sinta que há deficiências, estas estarão claras. Desta forma ele poderá definir como deseja se capacitar para complementar seus conhecimentos e quando.

É fato que para se fazer um projeto completo no Revit, são necessários conhecimentos consistentes. Para se configurar um template e conseguir finalizar o projeto sem depender do Autocad são necessários uma série de planejamentos, configurações, etc, para que seu projeto possa ser finalizado corretamente no Revit, sem depender do Autocad. Mas se  isto é um processo a ser atingido, há que se buscar. Há muitos projetistas que podem sentir-se confortáveis em finanlizar o projeto no Autocad, pelo menos por um tempo. E isto já representará um bom ganho de tempo. Só de não ter que passar horas fazendo cortes, fachadas, telhados, escadas, etc. Mesmo que você não consiga finalizar seu projeto totalmente no Revit, você já terá inúmeros benefícios, desenvolvendo o projeto no Revit e finalizando-o no AutoCAD. Isto por que grande parte do trabalho que em geral é feito no AutoCAD, é basicamente desenho, sendo que no Revit, isto passa a ser atividade de desenvolvimento, sendo os desenhos e outras informações, geradas paralelamente, de forma progressiva e atualizada em tempo real. Assim, se ganha consistência, concentrando-se nas soluções do projeto e não em gerar desenhos.

Assim, defendemos cursos mais divididos, onde o aluno aprende aquilo que vai colocar em prática naquele momento, buscando informações complementares, à medida que ganha mais consistência e proficiência no software. Isto se dá de forma natural, pois à medida que o profissional consegue alguns resultados, buscará mais produtividade e domínio do software. Assim, após este primeiro contato e experiências, terá entendido a filosofia do software, estando apto a galgar um novo degrau.

Em nossa visão, esta é a forma mais adequada de se iniciar no conhecimento de softwares, onde mini cursos práticos e diretos, trazem bastantes resultados aos usuários. Sendo que ao final, o resultado pode ser o suficiente para o aluno, ou ele buscará mais informações e treinamentos, naturalmente.

Seguindo nesta filosofia, para se conseguir resultados e implantar o software em sua empresa, o CADaula propõe um roteiro, onde se começa com um curso básico, onde um projeto residencial é desenvolvido, passando-se pelas principais etapas deste. Após esta etapa, o profissional poderá fazer novos cursos, bem como executar projetos em parceria com o CADaula, onde terá maior segurança para finalizá-lo e aprender técnicas de padronização na prática. Neste momento o profissional poderá fazer um curso voltado a se entender mais especificamente como se trate a questão de padronização de projetos no Revit Architecture, com vistas a se criar um template específico para suas necessidades. Há todo um percurso a ser seguido, onde detalharemos melhor em outra ocasião. Já estamos desenvolvendo trabalhos e cursos neste sentido.

Henrique Hermeto é responsável pelo site WWW.cadaula.com.br onde desenvolve treinamentos presenciais e a distância em diversos softwares, inclusive o Revit Architecture.

Popularity: 10% [?]

Lixo de rua vira arte em Arapoangas, Itapuã, Lixão e Estrutural

quinta-feira, setembro 24th, 2009

Reciclagem retratará as comunidades pela arte

1216240440

Em Brasília, o grupo espanhol Basurama faz pesquisa com o apoio do Instituto Cervantes, UnB e Cufa para a realização de oficinas artísticas em comunidades carentes do DF. O objetivo é representar os 50 anos da capital por meio do entulho.

O lixo produzido nas cidades pode ser revelador. Representa o grau de consumo e o nível econômico da população, além da forma como o Estado e a sociedade lidam com a destinação dos resíduos e a preservação do meio ambiente. Nas mãos do grupo espanhol Basurama (basura, em espanhol, quer dizer lixo), no entanto, o significado do material vai mais além. Vira forma de expressão. Desde quarta-feira (16 de setembro) dois integrantes do grupo espanhol Basurama, que trabalha com resíduos e outros materiais encontrados nas ruas, estão ministrando oficinas que visam exercitar o imaginário das pessoas na intenção de que elas criem uma imagem urbana que possa representar as suas comunidades, e por meio da qual possam se identificar.

O trabalho faz parte das comemorações dos 50 anos de Brasília e visa confrontar a relação entre as comunidades situadas na periferia do Distrito Federal e o Plano Piloto, comparando os resultados obtidos entre si. Nos dias 21 e 22 de setembro, o Basurama orientou um grupo de jovens em Itapoã. Nos dias 23 e 24 de setembro (quarta e quinta-feira), das 10h (atividade)  às 18h (construção coletiva no espaço público) será a vez de Arapoanga.

No início de agosto, o grupo visitou Arapoanga, a Estrutural, Itapoã e o Lixão para conhecer as áreas, detectar situações, visitar pessoas e desenvolver a pesquisa. Agora voltou para realizar as ações que serão documentadas em vídeo pelo Instituto Cervantes e, no dia 26, mostradas em uma exposição no próprio Instituto. O evento é realizado pelo Instituto Cervantes, Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL) e a Central Única de Favelas (CUFA)/DF.

Na primeira visita ao aterro da Estrutural, o arquiteto Miguel Mister viu mais do que uma montanha de lixo. “Tínhamos uma visão da cidade ideal, modelo de progresso. Mas, como a maioria dos centros urbanos, aqui há uma série de contradições”, comentou ele, diante do mau cheiro, das condições precárias de trabalho e sob os urubus que circulavam no lugar. O membro do Basurama, fundado em 2001 por nove estudantes de Arquitetura da Universidade Politécnica de Madrid, explica que vai levar essas impressões para o trabalho com jovens da Estrutural e dos bairros de Planaltina Arapoanga e Itapoã.

Miguel Mister e Ângela Leon destacam a importância de investimentos em coleta seletiva
“Queremos conhecer o olhar das pessoas que vivem aqui por meio das sensações que elas sentem diante da cidade”, comentou. E para expressar esses sentimentos, lixo. Muito lixo. De garrafas pets a sofás velhos. “Vamos estimular a criação de objetos que representem Brasília e fazer exposições itinerantes em diversos pontos, inclusive no Plano Piloto”, comentou Ângela Leon, colaboradora do Basurama.

O grupo, que já rodou o mundo com intervenções em espaços públicos está em Brasília para ministrar oficinas gratuitas, programadas para ocorrer entre os dias 18 e 25. “Estamos empolgados com o convite”, completou León.

Alguns objetos de arte reciclada pelo lixo:

33
33

basurama2

Lixo universal – Qual a cara do lixo de Brasília?
O olhar treinado do Basurama indica um material diversificado. “Aqui tem de tudo, o que mostra as diversas facetas de uma cidade consumista”, disse Miguel, que comparou o aterro ao das capitais da República Dominicana, Santo Domingo, e do Paraguai, Assunção. “Em Madrid vemos um lixo mais elitista, como mobília e objetos pessoais, já em Montevidéu (capital do Uruguai), pela condição econômica, o lixo é mais simples, como garrafas, latas e papelão”, explicou.    

Mas não foi só o lixo de Brasília que chamou a atenção dos espanhóis. A imagem do descaso social no Lixão da Estrutural também marcou os membros do Basurama. “É preciso investir na coleta seletiva e diminuir a produção de lixo. Se o Estado e cada um de nós fizesse a sua parte em casa, essas pessoas não precisariam trabalhar dessa forma”, observou ele, visivelmente espantado com a situação desumana do aterro próximo à Taguatinga. Hoje, existem cerca de 1,6 mil catadores na Estrutural, divididos em cinco cooperativas. 

Brasília 50 anos
A vinda do Basurama à Brasília faz parte das comemorações pelos 50 anos da cidade, celebrado em 21 de abril de 2010. “Mais do que a produção artística, o trabalho envolve a reflexão sobre a produção excessiva de lixo na capital e a importância do trabalho dos catadores na preservação do meio ambiente”, comentou a diretora da Casa de Cultura da América Latina (CAL/UnB), Ana Queiroz, que destacou a importância do intercâmbio de conhecimento com outros países. O projeto é uma parceria entre a CAL, ligada ao Decanato de Extensão da UnB, o Instituto Cervantes e a Central Única de Favelas (Cufa-DF).

Popularity: 4% [?]

New Design

quarta-feira, agosto 12th, 2009

mail

mail1

5

6

10

8

11

13

12

15

4

14mail3

Popularity: 4% [?]

Urbanismo ecológico: tema de conferência internacional na Universidade de Harvard

sexta-feira, julho 10th, 2009

Texto extraído de  – http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq109/arq109_00.asp

No início de abril de 2009 a Escola de Pós-Graduação em Design (GSD – Graduate School of Design) da Universidade de Harvard, em Cambridge, organizou uma conferência para discutir o que é, quais os rumos, e o que pode significar Urbanismo Ecológico no futuro (1). Foram disponibilizadas 180 inscrições que se esgotaram quase imediatamente. Participantes e palestrantes de inúmeros países estiveram presentes.

(mais…)

Popularity: 5% [?]

Projetos preveem fazendas verticais nos centros urbanos

sexta-feira, julho 10th, 2009

Escritórios americanos e europeus criam edifícios autossustentáveis, geradores da própria energia e até de alimentos. Confira o Dragonfly Vertical Farm, do escritório belga Vincent Callebaut Architectures

Leia a matéria completa na Piniweb

Popularity: 3% [?]