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	<title>BLOG.CADAULA &#124;&#124; apoio a CADAULA.com.br &#124; Arquitetura, Design de interiores, CAD e tecnologia , cursos de Autocad, cursos de Sketchup, cursos de Revit Architecture, maquetes eletronicas, projetos, tutoriais passo a passo, ensino a distancia, estruturas metalicas &#187; Novas tecnologias</title>
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	<description>Cursos de Autocad, sketchup, Revit e outros CADs. Arquitetura, engenharia, construção e design de interiores.</description>
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		<title>Revit é citado no Correio Braziliense como a nova era em termos ferramentas para projetos</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 00:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Hermeto</dc:creator>
				<category><![CDATA[BIM]]></category>
		<category><![CDATA[Cadaula]]></category>
		<category><![CDATA[Novas tecnologias]]></category>
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		<description><![CDATA[Um frenesi comparado ao lançamento do Autocad há mais de 25 anos atrás, é o que acontece nos dias de hoje, com o novo modelo de se projetar arquitetura usando softwares BIM, cuja principal estrela do momento é o Revit Architecture, software da Autodesk, mega empresa do ramo de tecnologia e softwares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um frenesi comparado ao lançamento do Autocad, há mais de 25 anos atrás, é o que acontece nos dias de hoje, com o novo modelo de se projetar arquitetura usando softwares BIM, cuja principal estrela do momento é o Revit Architecture, software da Autodesk, mega empresa do ramo de tecnologia e softwares.</p>
<p>Finalmente, com esta matéria, este novo ambiente deve sensibilizar arquitetos, construtores e empreiteiros. Nós que trabalhamos com ele já faz algum tempo, estávamos esperando uma nova corrida para esta tecnologia, pois, assim como aconteceu com o Autocad, espermaos que este software passe a ser usado por mais e mais pessoas. Criandosoluções, padrões e tudo mais, tornar-se-ão mais correntes, criando um ambiente mais consolidado.</p>
<p>“Isto é tudo que esperamos, pois quando precisamos de um cadista que trabalhe com  Revit, é um deus nos acuda. Poucos, ou pouquíssemos, sabem usar o software e suas potencialidades”.</p>
<p>E que potencialidades são essas? E como usá-las.</p>
<p>Para começar, não ter que acabar o projeto no Autocad, ou seja, apresentá-lo ao nível de executivo no Revit. E isto é um desafio a se conquistado pouco a pouco. Não adianta falar: “este projeto vou concluir totalmente no Revit e com todos os detalhes” hahah, há vai&#8230;estudou bastante, colega? Fez quantos cursos?</p>
<p>O conselho é ir devagar e com consistência e ir aplicando novas necessidades e soluções a cada projeto. Você pode pegar um projeto e buscar tirar as listas de quantitativos. Num outro, além disso, acrescente melhorar o nível de seus detalhes. No outro, busque aproximar sua apresentação o mais perto de uma feita com o Autocad. E assim por diante.</p>
<p>O Revit está aí para ficar e o melhor é entrar logo neste jogo. Quem já entrou sabe os benefícios dos primeiros projetos e o quanto é duro conquistar degraus. Mas vale a pena. Seu curriculm, seus projetos, suas soluções, o mercado, todos serão beneficiados.</p>
<p>Os tempos são outros e é preciso aprender a aprender!</p>
<p>Vamos à luta!</p>
<p>Henrique Hermeto – WWW.cadaula.com.br</p>
<p> </p>
<p>Abaixo a matéria completa foi publicada no jornal Correio Brasiliense, jornal que circula em Brasília e algumas capitais, em meados de Maio de 2010&#8230;<br />(comentários são bem-vindos)</p>
<p> </p>
<p>“Mais importante do que a arquitetura é estar ligado ao mundo”, disse, certa vez, Oscar Niemeyer, responsável pelo maior projeto modernista já consolidado. E se o criador de Brasília estiver mesmo certo, os arquitetos precisam estar sempre de olho nos novos recursos da profissão. Softwares e máquinas de prototipagem 3D que já são comuns em escritórios de arquitetura do exterior começam a chegar timidamente a empresas brasileiras. Junto a eles, o adeus ao popular Autocad e uma verdadeira revolução na forma de conceber e executar projetos arquitetônicos.</p>
<table border="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p> </p>
</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>No Guggenheim de Bilbao, &#8220;cada quadradinho&#8221; foi   feito com modelos em 3D: é a chamada &#8220;fabricação digital&#8221;</p>
</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tudo começa na hora do esboço. Os programas de desenho que deram lugar às pranchetas na década de 1990 agora oferecem ferramentas específicas para o trabalho do arquiteto. Por incrível que pareça, o Autocad não foi inventado para atender às necessidades dos profissionais do traço; foi apenas adaptado da indústria para os escritório de arquitetura. O software da vez se chama Revit. Fabricado pela mesma empresa do Autocad, o Revit é uma ferramenta de desenho paramétrico em 3D. Isso significa que os arquitetos podem elaborar projetos a partir de padrões armazenados na biblioteca do programa. Podem testar materiais, texturas, tamanhos e configurações de todos os tipos até achar o melhor resultado.</p>
<p>“A graça desse software é que ele promove a integração das diversas áreas envolvidas do projeto. O arquiteto já pensa em três dimensões e o cliente recebe o arquivo com o quantitativo de material que será utilizado. É uma simulação da realidade”, afirma o arquiteto chileno Rodrigo Scheel, 32 anos, que foi contratado por um escritório de Brasília para estudar o Revit e desenvolver a biblioteca do software na empresa. Rodrigo explica que o aplicativo também simplifica o trabalho dos arquitetos porque tudo fica armazenado em um arquivo só. Hoje, os profissionais usam o Autocad para desenhar em duas dimensões e outro programa para modular em 3D.</p>
<p>Professor da Architectural Association, escola de arquitetura de Londres, na Inglaterra, o brasileiro Franklin Lee <strong>(1)</strong>, 42 anos, também é adepto do desenho paramétrico. A diferença é que Lee usa o software de modelagem Rhinoceros — não específico para arquitetos, mas que produz resultados semelhantes. O professor ressalta que, além da integração, os programas desse tipo permitem a chamada simulação ambiental. Na tela do computador, é possível melhorar o projeto com base na direção do edifício, dos ventos e da luz solar, aproveitando ao máximo os recursos naturais e reduzindo o uso do ar-condicionado, por exemplo.</p>
<p>“Mesmo quem ainda tem resistência ao uso dessas ferramentas precisa concordar que isso é importante. As questões ambientais dizem respeito a todas as gerações”, diz Franklin Lee. O arquiteto usa o exemplo do prédio da Biblioteca Nacional, na Esplanada dos Ministérios. A brise-soleil (na tradução literal, quebra-sol) do edifício, afirma Lee, poderia ter sido mais bem adaptada à realidade do clima de Brasília. “Se eu estivesse com esse projeto, não teria feito todas as brise-soleil iguais. Com formatos diferenciados, elas poderiam reduzir mais o calor”, comenta. Uma construção famosa que foi projetada com arquitetura parametrizada é o Estádio Nacional de Pequim, na China, o Bird`s Nest (Ninho de pássaro, em inglês).<br /> <strong><br /> </strong><strong>Formas únicas</strong><br /> A complexidade do estádio se deve também ao uso de máquinas de prototipagem 3D na arquitetura. A chamada fabricação digital permite que comandos do computador definam formas refinadas, cada uma diferente da outra. A técnica, conhecida como CNC (Controle Numérico por Computador), já era utilizada na indústria — desde celulares até aviões — e começou a ser adotada para a confecção de maquetes. Hoje, já existem os primeiros edifícios feitos totalmente dessa forma. No Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha, por exemplo, cada “quadradinho” do prédio foi esculpido por uma máquina de CNC.</p>
<p>Dono de uma empresa de prototipagem rápida, o arquiteto Igor Lacroix, 28 anos, já elaborou peças de design únicas que chegaram a ser expostas em feiras de arte. “Há 10 anos, o custo dessa tecnologia era enorme, só as grandes indústrias usavam. De uns três ou quatro anos para cá, isso tem ficado mais acessível. Ainda não é uma realidade na arquitetura, mas será, em um futuro próximo”, aposta. “Existe até uma corrente que acredita que, em breve, seremos todos arquitetos-programadores”, completa Igor.</p>
<p>As novas ferramentas também gerarão impactos em toda a cadeia envolvida em uma construção. Os programas de desenho paramétrico vão, a grosso modo, delimitar até onde o arquiteto pode ir. A possibilidade de testar materiais e medidas também facilitará o trabalho dos engenheiros. “O projeto em 3D já vem com as vigas e pilares no lugar certo. O que o engenheiro vai fazer é conferir se essa estrutura está mesmo correta”, exemplifica o arquiteto Rodrigo Scheel.</p>
<p>“Os softwares de desenho paramétrico reduzem custos, geram uma forma complexa que é totalmente racional e que realmente responde aos problemas da arquitetura”, destaca o arquiteto venezuelano Ernesto Bueno, que estará em Brasília neste fim de semana para dar um curso sobre arquitetura parametrizada. O desafio, dizem especialistas, é fazer com que todas as novidades sejam implantadas na cadeia construtiva. “O principal problema de implantação é criar o hábito do uso. E isso demanda um investimento alto <strong>(2)</strong>, que muitas empresas não estão dispostas a fazer”, destaca Rodrigo.</p>
<p>Para a professora Beatriz de Abreu e Lima, que ministra a disciplina Projeto de Arquitetura no UniCeub, o poder não está somente nas ferramentas, mas na forma como elas são utilizadas. “Com esses novos recursos, tanto podemos construir um ícone estapafúrdio quanto um edifício pensado para desempenhar uma performance ambiental específica. O importante é perceber que ainda está nas mãos do arquiteto, não há um script já pronto”, diz.</p>
<p><em>A professora Beatriz de Abreu e Lima falou ao Correio sobre as novas tecnologias utilizadas na arquitetura. Beatriz é professora da disciplina de Projeto de Arquitetura, no UniCEUB. Tem mestrado pelo Design Research Laboratory (Laboratório de Pesquisa em Projeto) da Architectural Association School of Architecture, de Londres. Leia:</em></p>
<p><strong>Antigamente, os arquitetos usavam papel e caneta para projetar. Isso ainda existe hoje? Em quais circunstâncias?</strong><br /> O uso de novas ferramentas não invalida nossas tradicionais maneiras de representar, como o croqui, e a representação em projeções, como a planta baixa e o corte, por exemplo. Podemos ter diversas situações onde essas ainda se fazem necessárias e até mais adequadas. É preciso lembrar que o operário em uma obra, muitas vezes, ainda tem dificuldade de compreender essas informações. Para fabricar digitalmente componentes de uma fachada, podemos partir direto para a fabricação digital a partir de uma representação tridimensional. Mas podemos também encaixá-la em um edifício tradicional, que pode ter sido desenhado com plantas baixas e cortes.</p>
<p><strong>Quais as vantagens que o computador trouxe aos arquitetos?</strong><br /> Uma das vantagens é a possibilidade de gerar, exaustivamente, novas possibilidades para uma dada situação, um método de projeto que envolve constante análise e experimentação. Na tentativa de representar a dinâmica da cidade, poderíamos gerar uma animação feita com softwares avançados, mas também poderíamos fazer um storyboard à mão, quadro-a-quadro. Só que esse último levaria mais tempo para ser feito. Hoje em dia, podemos fazer várias soluções em pouco tempo, experimentar mais. Mas é certo que muitos profissionais vão ficar no primeiro e rápido estudo.</p>
<p><strong>O uso de ferramentas tecnológicas já está incorporado aos currículos universitários? Ou o aluno precisa buscar formação em outros lugares?</strong><br /> Estamos passando por uma gradual adaptação para projetarmos digitalmente. A situação atual, na maioria das escolas, é o uso de softwares para representação bidimensional e, por vezes, também de modelagem tridimensional. No entanto, vemos que esses softwares são usados, na maior parte das vezes, apenas para representação do projeto, e não contemplam nenhum método específico de geração digital do projeto. Continuamos a projetar exatamente como há vinte anos atrás, só que, em vez de desenharmos à mão, estamos representando com o computador.</p>
<p><strong>Como mudar isso?</strong><br /> Se não enfrentarmos uma mudança de paradigma nos métodos e estratégias de projeto, ou seja, pensarmos e representarmos de maneira distinta ao que vínhamos fazendo, corremos o risco de ter máquinas moderníssimas, de alta tecnologia, porém utilizar métodos e estratégias de projeto anacrônicos, inadequados para tratar com elas. Por exemplo, para fazer uma maquete física de uma casa cúbica, torna-se desnecessário utilizarmos uma impressora que imprime em três dimensões, esta poderia ser representada facilmente com outros meios.</p>
<p><strong>Há em curso alguma mudança do perfil do profissional da área?</strong><br /> A organização dos arquitetos em equipes maiores. Não é mais o gesto de um só arquiteto, mas a contribuição e a riqueza de uma série de profissionais em colaboração, organizados e identificados como um grupo. Também não podemos subestimar a pesquisa como uma estratégia de projeto atualmente, é o que se chamam de práticas research-based, ou seja, práticas baseadas na pesquisa. Antigamente, havia um corte muito grande entre o que se chamava de arquiteto de prancheta, o arquiteto praticante, com escritório, e o arquiteto acadêmico, teórico. Essas diferenças hoje estão mais equalizadas e difusas.</p>
<p><strong>Existe alguma desvantagem do uso dessas ferramentas por arquitetos em formação?</strong><br /> O encantamento apenas com as formas mirabolantes que podem ser criadas com esses novos recursos e esquecer a função crítica do arquiteto na sociedade. Não há nenhum ganho se utilizamos novas ferramentas e não exercitamos nossa postura crítica e capacidade analítica.</p>
<p><strong>Mesmo com o surgimento de tantos recursos, o arquiteto ainda é fundamental, certo? Por que?</strong><br /> Creio que, para enfrentar as nossas complexas questões sociais, de país emergente, temos que ter cada vez mais ferramentas e estratégias tanto mais sofisticadas quanto mais criativas de projeto, uma maneira de nos aproximarmos da compreensão das nossas realidades. Assim, o poder não está somente nas ferramentas, mas em como as usamos. Com esses novos recursos, tanto podemos construir um ícone estapafúrdio quanto um edifício pensado para desempenhar uma performance ambiental específica. O importante é perceber o arquiteto tem um papel importante e não um script já pronto.</p>
<p><strong>1 &#8211; Talento nacional</strong><br /> O arquiteto paulistano Franklin Lee formou-se nos Estados Unidos e trabalha há 20 anos com computação digital. Ele dá aulas na escola Architectural Association, em Londres, uma das referências na área. Lee, no entanto, passa de seis a sete meses no Brasil, trabalhando com projetos sociais. Em julho deste ano, ele fará uma oficina com seus alunos para a implantação de projetos em três viadutos de São Paulo. A ideia é que, ao fim do workshop, os espaços tenham uma cozinha, um banco e um vestiário.</p>
<p><strong>2 &#8211; “Mãozinha” do governo</strong><br /> O governo do Chile lançou este ano um projeto piloto para incentivar o uso do programa de desenho paramétrico Revit por escritórios de arquitetura e empresas construtoras. Uma agência foi contratada para estudar e elaborar a biblioteca do programa. O resultado será “doado” às empresas interessadas.</p>
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		<title>Veja como e por que implementar o Revit Architecture em seu dia a dia de projetos</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Hermeto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autodesk]]></category>
		<category><![CDATA[BIM]]></category>
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		<description><![CDATA[Abaixo você verá um webcast direto do site  da Autodesk, onde, de forma bastante direta e didática, mostrará como e quais as principais vantagens de implementar o Revit Architecture em seu escritório/ empresa. http://www.adskmedia.com/top-tips_revit_port/ Muitas pessoas que fazem cursos de Revit têm tido problemas para começar a colocá-lo em uso no seu escritório e no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo você verá um webcast direto do site  da Autodesk, onde, de forma bastante direta e didática, mostrará como e quais as principais vantagens de implementar o Revit Architecture em seu escritório/ empresa.</p>
<p><a href="http://www.adskmedia.com/top-tips_revit_port/">http://www.adskmedia.com/top-tips_revit_port/</a></p>
<p>Muitas pessoas que fazem cursos de Revit têm tido problemas para começar a colocá-lo em uso no seu escritório e no dia a dia de projetar. Este fenômeno pode ocorrer por vários fatores:</p>
<ul>
<li>Falta de tempo para colocá-lo em prática;</li>
<li>Medo de agregá-lo ao processo de projetar e gerar colapso na empresa/ escritório;</li>
<li>Falta de dimensão dos reais benefícios e perdas com sua implantação ou não;</li>
<li>Falta de treinamentos consistentes, apoio ou treinamentos super dimensionados para iniciantes</li>
<li>Falta de noção de urgência do momento, em que novas tecnologias começam a dominar o mercado e muitos ainda se encontram céticos</li>
</ul>
<p>O fator treinamento é crucial para se começar bem na estrada Revit, que é longa. Muitos cursos hoje pecam por querer passar um conteúdo excessivo, deixando o profissional perdido, com uma carga de informações muito maior do que aquilo que ele precisa para começar a obter resultados imediatos em seus projetos. Assim, acreditamos que cursos mais dosados e divididos, que dêem ferramentas para aplicação imediata, são uma solução mais  interessante para o aluno, pois ele, se sentirá recompensado e seguro a colocar em prática aquilo que ele aprendeu e mesmo que sinta que há deficiências, estas estarão claras. Desta forma ele poderá definir como deseja se capacitar para complementar seus conhecimentos e quando.</p>
<p>É fato que para se fazer um projeto completo no Revit, são necessários conhecimentos consistentes. Para se configurar um template e conseguir finalizar o projeto sem depender do Autocad são necessários uma série de planejamentos, configurações, etc, para que seu projeto possa ser finalizado corretamente no Revit, sem depender do Autocad. Mas se  isto é um processo a ser atingido, há que se buscar. Há muitos projetistas que podem sentir-se confortáveis em finanlizar o projeto no Autocad, pelo menos por um tempo. E isto já representará um bom ganho de tempo. Só de não ter que passar horas fazendo cortes, fachadas, telhados, escadas, etc. Mesmo que você não consiga finalizar seu projeto totalmente no Revit, você já terá inúmeros benefícios, desenvolvendo o projeto no Revit e finalizando-o no AutoCAD. Isto por que grande parte do trabalho que em geral é feito no AutoCAD, é basicamente desenho, sendo que no Revit, isto passa a ser atividade de desenvolvimento, sendo os desenhos e outras informações, geradas paralelamente, de forma progressiva e atualizada em tempo real. Assim, se ganha consistência, concentrando-se nas soluções do projeto e não em gerar desenhos.</p>
<p>Assim, defendemos cursos mais divididos, onde o aluno aprende aquilo que vai colocar em prática naquele momento, buscando informações complementares, à medida que ganha mais consistência e proficiência no software. Isto se dá de forma natural, pois à medida que o profissional consegue alguns resultados, buscará mais produtividade e domínio do software. Assim, após este primeiro contato e experiências, terá entendido a filosofia do software, estando apto a galgar um novo degrau.</p>
<p>Em nossa visão, esta é a forma mais adequada de se iniciar no conhecimento de softwares, onde mini cursos práticos e diretos, trazem bastantes resultados aos usuários. Sendo que ao final, o resultado pode ser o suficiente para o aluno, ou ele buscará mais informações e treinamentos, naturalmente.</p>
<p>Seguindo nesta filosofia, para se conseguir resultados e implantar o software em sua empresa, o CADaula propõe um roteiro, onde se começa com um curso básico, onde um projeto residencial é desenvolvido, passando-se pelas principais etapas deste. Após esta etapa, o profissional poderá fazer novos cursos, bem como executar projetos em parceria com o CADaula, onde terá maior segurança para finalizá-lo e aprender técnicas de padronização na prática. Neste momento o profissional poderá fazer um curso voltado a se entender mais especificamente como se trate a questão de padronização de projetos no Revit Architecture, com vistas a se criar um template específico para suas necessidades. Há todo um percurso a ser seguido, onde detalharemos melhor em outra ocasião. Já estamos desenvolvendo trabalhos e cursos neste sentido.</p>
<p>Henrique Hermeto é responsável pelo site <a href="http://www.cadaula.com.br/">WWW.cadaula.com.br</a> onde desenvolve treinamentos presenciais e a distância em diversos softwares, inclusive o Revit Architecture.</p>
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		<title>New Design</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 20:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lvxus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Novas tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[decoração]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-997" title="mail" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/mail.jpg" alt="mail" width="226" height="109" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-996" title="mail1" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/mail1.jpg" alt="mail1" width="226" height="161" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-987" title="5" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/5.jpg" alt="5" width="202" height="166" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-985" title="6" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/6.jpg" alt="6" width="143" height="166" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-988" title="10" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/10.jpg" alt="10" width="185" height="166" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-989" title="8" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/8.jpg" alt="8" width="224" height="176" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-990" title="11" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/11.jpg" alt="11" width="222" height="166" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-992" title="13" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/13.jpg" alt="13" width="226" height="145" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-991" title="12" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/12.jpg" alt="12" width="224" height="166" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-994" title="15" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/15.jpg" alt="15" width="226" height="156" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-984" title="4" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/4.jpg" alt="4" width="226" height="163" /></p>
<p><img title="14" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/14.jpg" alt="14" width="143" height="166" /><img title="mail3" src="http://blog.cadaula.com.br/wp-content/uploads/2009/08/mail3.jpg" alt="mail3" width="116" height="166" /></p>
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		<title>Urbanismo ecológico: tema de conferência internacional na Universidade de Harvard</title>
		<link>http://blog.cadaula.com.br/2009/urbanismo-ecologico-tema-de-conferencia-internacional-na-universidade-de-harvard/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 19:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Hermeto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novas tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto extraído de  &#8211; http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq109/arq109_00.asp No início de abril de 2009 a Escola de Pós-Graduação em Design (GSD – Graduate School of Design) da Universidade de Harvard, em Cambridge, organizou uma conferência para discutir o que é, quais os rumos, e o que pode significar Urbanismo Ecológico no futuro (1). Foram disponibilizadas 180 inscrições que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Urbanismo Ecológico" src="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq109/arq109_00_01.jpg" alt="" width="501" height="250" /></p>
<p>Texto extraído de  &#8211; http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq109/arq109_00.asp</p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">No          início de abril de 2009 a Escola de Pós-Graduação em Design (GSD – Graduate          School of Design) da Universidade de Harvard, em Cambridge, organizou          uma conferência para discutir o que é, quais os rumos, e o que pode significar          Urbanismo Ecológico no futuro (1). Foram disponibilizadas 180 inscrições          que se esgotaram quase imediatamente. Participantes e palestrantes de          inúmeros países estiveram presentes.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span id="more-968"></span><br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A conferência reuniu          um número expressivo de renomados cientistas, pesquisadores, profissionais          e estudantes de diversos campos do conhecimento, como: planejadores urbanos          e regionais, urbanistas, arquitetos, paisagistas, ecólogos, engenheiros,          especialistas em saúde pública e economistas. Participaram também políticos          locais.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">O evento começou com          duas palestras introdutórias, sobre a situação da vizinha cidade de Boston.          A primeira, dada por Alex Krieger, abordou a história da ocupação do estuário          do Rio Charles e os impactos ambientais que causou. Em seguida foi feita          a apresentação de um “Plano Verde” para renovar Boston. O plano deverá          ser implementado nas próximas décadas. Para isso, foi lançado no dia 30          de março o plano “Renew Boston” (Renova Boston) e o <em>Boston Climate          Action Leadership Commitee </em>(Comitê de Liderança para Ações Climáticas          de Boston), com a presença de Al Gore. O plano é inovador, conta com parcerias          público-privadas e um investimento federal inicial de 6, 5 milhões de          dólares que deverá transformar a cidade em referência de desenvolvimento          sustentável. O prefeito Thomas Menino abriu os trabalhos da conferência          no dia 3 de abril. Vale ressaltar que o primeiro projeto paisagístico          com cunho ambiental que visava sustentabilidade urbana foi feito e parcialmente          implementado por Frederick Law Olmested, ainda no século XIX.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A apresentação de          projetos para enfrentar os problemas causados pelas mudanças climáticas          e aumento do nível do mar dominou as discussões, que foram distribuídas          em mesas redondas, painéis e palestras individuais. Na abertura da conferência          Mohsen Mostafavi, diretor da escola, enfatizou o comprometimento de Harvard          em estar na pesquisa de ponta da sustentabilidade das cidades, das paisagens          e das infraestruturas. Com especial atenção à questão ambiental para mitigar          problemas existentes e os que serão causados pelo aquecimento global em          áreas consolidadas, além de discutir novas possibilidades de ocupação          sustentável para áreas de expansão. Levantou também como o <em>urbanismo          ecológico</em> pode contribuir para espaços democráticos, que acomodem          conflitos e discordâncias. Afirmou ainda que, para ser ecológico o urbanismo          deve respeitar o passado, planejar e projetar espaços urbanos que respondam          às necessidades de sustentabilidade da sociedade atual.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A tônica da interdisciplinaridade          do evento foi dada logo na mesa redonda inicial. Diversas áreas do conhecimento          foram representadas por renomados profissionais e cientistas: Literatura          – Prof. Lawrence Buell, procura compreender através de metáforas questões          históricas e ambientais; Ecologia da Paisagem – Prof. Richard Forman,          é referência mundial nessa área, tem focado na ecologia da paisagem de          diferentes regiões urbanas do mundo; História – Prof. Lizabeth Cohen,          enfoca o consumo e o meio ambiente, como a cultura influencia a história          política e como as cidades podem se sustentáveis para se viver, trabalhar          e divertir; Economia – Prof. Ed Glaeser, pesquisa como as cidades podem          ser economicamente sustentáveis; Saúde Pública – Prof. Nancy Krieger,          enfoca a saúde igualitária onde o ambiente físico e social tem importância          ecológica fundamental, holística; Arquitetura – Toshiko Mori, desenvolve          projetos de edifícios verdes em diversos países; Religião – Donald Swerer,          professor e pesquisador de Estudos Budistas, defende que valores e ética          façam parte da agenda da sustentabilidade. Alex Krieger, planejador e          <em>designer</em> urbano, foi o mediador da mesa.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A discussão alguns          caminhos indicados pelas discussões para o Urbanismo Ecológico foram:          a densificação em grande parte das situações, pois possibilitam áreas          permeáveis com vegetação arbórea de preferência nativa, para favorecer          a biodiversidade; espaços muito projetados em geral são barreiras ao desenvolvimento          de biodiversidade; baixas densidades podem ser interessantes para áreas          de transição com ecossistemas preservados; espaços urbanos de convivência          são essenciais para congregar as pessoas; políticas públicas têm a função          de induzir as pessoas a fazer escolhas que causem menos danos ecológicos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Segundo Krieger, densificação          é a chave para sustentar as cidades ao longo do tempo. Proporciona o aproveitamento          da infra-estrutura, espaços livres, comércio e serviços para atender um          maior número de pessoas. Diminui a necessidade de transporte individual.          A diversidade de usos e grupos sociais e étnicos é um fator relevante          para o Urbanismo Ecológico.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Rem Koolhaas e Homi          Bhabha foram os convidados para fechar o primeiro dia. Atraíram uma enorme          audiência que lotou o auditório e a sala externa de exposição. Koolhaas          foi buscar as origens do pensamento ecológico nas cidades, citou Vitruvius,          a Mitologia Grega e Buckminster Fuller, pensador e arquiteto autodidata          que trabalhou durante toda a vida para contribuir com objetivo de melhorar          as condições de vida de toda a população do planeta – pai das idéias:          “Spaceship Earth” (Espaçonave Terra) e do “One-Town Planet” (o Planeta          é uma só Cidade). Koolhaas defendeu que a sustentabilidade das cidades          pode estar fora delas, como no caso da geração de energia eólica no mar          do norte (NordZee), que irá suprir energia a uma extensa região do noroeste          europeu.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Homi Bhabha, indiano,          Diretor de Humanidades de Harvard, foi mais filosófico. Abordou o tempo,          o agente e o urbanismo ecológico. O equilíbrio no tempo, nas intervenções,          no equilíbrio relacional entre o social, cultural, ambiental, econômico          e o geopolítico. Em países “colonizados” como a Índia, o tempo da burocracia          deve ser considerado. Os agentes são as pessoas, entidades e demais instituições          que interagem para que a cidade se desenvolva. Deu ênfase ao espaço “não          construído”&#8230; ”que é o tempo para a reflexão ecológica” de como usar          esse espaço: “é o momento para se pensar em construir ou não”. Enfocou          também questões relativas à globalização, migrações, refugiados e minorias          dentro da sua própria cidade, e a relação de dependência econômica entre          os novos empreendimentos com edifícios para classes mais abastadas e as          vizinhas favelas remanescentes.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Duas palestras individuais          foram instigantes de formas diferentes. Bill Dunster da ZEDfactory, empresa          baseada em Londres apresentou os projetos que vem desenvolvendo para residências,          complexos e bairros com emissão zero de carbono. São trabalhos arrojados          e inovadores, empolgou pela criatividade e técnica. Propôs soluções para          áreas consolidadas, onde foi feita a adaptação de tipologias “vernaculares”          que consomem muita energia de forma a transformá-las em edificações “verdes”.          Propôs também, que uma nova estética seja adotada em sintonia com os processos          naturais de ventos, insolação e águas, com a introdução de áreas produtivas          (agriculturáveis) entre as áreas construídas e o sistema viário. Enfatizou          o lado econômico como o grande motivador para repensar a indústria da          construção. Apresentou com humor o bar ZED, e defendeu que para ser ecológico          não precisa ser sério. Salientou que é preciso buscar soluções específicas          para cada caso, não existem modelos replicáveis para qualquer sítio.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Em contraste, o arquiteto          e designer italiano Andrea Branzi, fez uma palestra sensível, poética          e polêmica. Apresentou sete sugestões para uma “Nova Carta de Atenas”,          onde propõe que a cidade seja flexível e permeável nos espaços e usos;          integre valores e funções sagradas e agrícolas (produção de alimentos          e criação de animais como vacas, galinhas, carneiros); seja menos antropocêntrica,          e se inspire no oriente (Índia) para que a convivência seja cósmica. Propõe          que a cidade seja adequada às questões atuais, que reutilize edificações          existentes, que as grandes transformações ocorram através da refuncionalização          das microestruturas e que as instalações possam ser reversíveis, adequáveis          a situações não previstas e não programadas. Destacou que a cidade é feita          de coisas sem importância que devem ser consideradas como fundamentais:          cultura, arte e música, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">O tema do primeiro          painel foi Ambientes Urbanos Produtivos. Foram apresentados e discutidos          projetos produtivos implementados e propostos em diversos países e situações.          Hortas urbanas perpassaram diversas apresentações não apenas nesse painel.          Foram feitas propostas em todas as escalas, desde canteiros, tetos, ruas          e lugares abandonados, até como parte de planejamento urbano ambiental,          social e economicamente sustentável. Salientou-se o seu papel como possibilidade          de educação sobre as fontes dos alimentos e sobre os impactos ambientais          gerados (agrotóxicos X orgânicos, irrigação), além do potencial de melhoria          do convívio social e do cultivo e criação local, com baixo custo e eliminação          de transporte. A produção de alimentos dentro das cidades é uma forma          de reconectar as pessoas urbanas com os processos naturais. Cuba foi citada          como exemplo, diversas vezes. Mitchell Joachim, do MIT (Massachussets          Institute of Techonology) apresentou projetos utópicos provocativos. Criticou          a sociedade alienada e consumista americana, e propôs a “Ecotransologia”          que integra a cidade, a ecologia e o transporte: com carros e casas orgânicas          que crescem, são empilháveis (ocupam pouco espaço) e biodegradáveis.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A defesa dos recursos          naturais foi o tema do painel seguinte: “Curating Resources” (Curadoria          de Recursos). As idéias convergiram para o reconhecimento dos processos          naturais, geológicos e hídricos como fundamentais para lidar com as questões          urbanas de forma ecológica. Energia limpa, não poluente pode ser gerada          de diversas formas, através não apenas do sol e dos ventos, mas também          da disposição de resíduos orgânicos. O aquecimento em países de clima          temperado já está sendo feito através da energia gerada pelos resíduos          orgânicos, que também podem ser compostados e utilizados como fertilizantes          na produção agrícola e na recuperação de solos degradados. A coleta de          águas das chuvas e a sua reciclagem nos processos produtivos industriais          são fontes para diversos usos secundários residenciais, comerciais e industriais. </span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Herbert Dreiseitl,          paisagista alemão, mostrou projetos realizados em diversos países como          Solar City, na Áustria, Potsdamer Platz, em Berlim, Parque de Stuttgart,          na Alemanha, entre outros. Focou num que fez para Singapura, que tem muitas          similaridades com problemas urbanos brasileiros. Argumenta que: as cidades          têm muita chuva, mas não estocam e estão virando desertos que precisam          importar água; a biodiversidade está sendo extinta nas cidades; existe          desconexão entre as cidades e seus corpos d’água; as terras dividem povos          e vizinhos, as águas unem, pois não conhecem fronteiras; as águas deveriam          orientar os planos e projetos paisagísticos, urbanos e de infraestrutura.          Através de projetos ecológicos é possível proteger e recuperar ambientes          degradados aquáticos e terrestres dentro das cidades.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Dilip da Cunha e Anuradha          Mathur, indianos, apresentaram o seu projeto para uma área úmida ocupada          informalmente em Mumbai. Discordam de mapas e projetos que tomam como          base a linha da terra como limites de intervenção. Acreditam que os limites          deveriam ser dados pelas linhas de oscilação natural das águas, dos fluxos          e áreas de inundação. Destacaram o papel de Patrick Geddes como um inovador          que teve pouca atenção em sua época. Procuram, como Geddes, através de          exposições sensibilizar e educar as populações para a mudança para o novo          paradigma. Mathur alertou que devemos ter um olhar renovado sobre as águas          e sobre a possibilidade de produzir alimentos em hortas urbanas como forma          de restabelecer contato entre os seres humanos urbanos e os processos          naturais.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Mobilidade, infraestrutura          e sociedade foram temas do terceiro painel. Foram apresentadas propostas          de veículos de emissão zero de carbono. Federico Parolotto apresentou          seu projeto de mobilidade para Masdar, cidade projetada por Foster+Partners,          totalmente artificial que está sendo construída ao lado de Abu Dabi. É          uma ilha de zero carbono cercada pela cidade que mais emite carbono no          planeta. William Mitchell, do MIT, causou grande impacto com a apresentação          do projeto de mobilidade urbana sustentável. Consiste num sistema integrado          não poluente, de veículos movidos por baterias elétricas. Foram concebidos          em três tipos: bicicleta motorizada, <em>scooters</em> (mini-moto) e micro-carros          (para duas pessoas) que são chamados “Smart City Cars”. O projeto prevê          estações onde é possível alugar o veículo, em um local e deixar em outro.          A recarga de energia elétrica gerada por captação solar é feita nas estações.          Deverão estar conectadas com transportes de massa locais. A idéia é que          as pessoas possam utilizar o veículo que atenda às suas necessidades do          momento, sem precisar possuir um. Os carros são ágeis, fazem manobras          completas, giram em torno de si mesmos. São dobráveis e empilháveis, não          ocupam muito espaço para estacionar nem para circular. A fabricação do          “City Car” é simples, de alumínio fundido, não utiliza plástico. É dirigido          por “Joy Sticks” como um <em>vídeo-game</em>. São também chamados de USV          – <em>Ultra Small Vehicules</em>, ao contrário dos atuais SUV – <em>Sports          Utility Vehicules</em>, que são grandes consumidores de combustíveis fósseis          e muito poluentes.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A discussão gerada          pelo painel de “Ecologias de Escala” foi muito interessante ao fazer a          conexão entre o urbanismo sustentável e os processos naturais em todas          as escalas. Spiro Pollalis afirmou que os mais ricos causam maiores impactos          no planeta, viajam mais, consomem mais. É uma questão de justiça que todos          tenham acesso aos confortos dos ricos, mas como isso será possível? Stefano          Boeri defendeu que a natureza é a medida, e que os impactos do que é artificial          devem ser reduzidos. Acredita que a noção de sustentabilidade está em          desenvolvimento, que é a reconciliação com a natureza. Citou Branzi para          afirmar que acredita que a agricultura é a interface entre o natural e          o construído, é um possível modo de redução dos impactos. A natureza toma          conta de lugares abandonados, lembrou de Gilles Clément que propôs “un          tiers Paysage”. Boeri acredita que os projetos urbanos devem mimetizar          os processos naturais, combinar artificial e vegetal para reduzir os impactos,          e que as cidades devem sair do antropocentrismo, ser mais criativas para          atender suas próprias necessidades básicas.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Walter Hood apresentou          a metodologia que utiliza: pesquisa os traçados dos cursos naturais das          águas, anteriores à ocupação, e os utiliza como base para os projetos.          Acredita que todas as cidades atuais são muito parecidas, que são estruturadas          pelas vias e autoestradas. Não se vê rios. Enfatizou que é preciso reconectar          as pessoas com sua paisagem.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">O último painel foi          bastante técnico, cujo tema foi Ecologia da Engenharia. Foram feitas diversas          proposições que estão sendo implementadas e que podem ser consideradas          como experimentos. A mais polêmica é a “cidade” de Masdar que está sendo          construída com os petrodólares ao custo estimado de 22 bilhões de dólares.          Foram feitos estudos de insolação e ventilação para o desenvolvimento          do projeto. Masdar será uma cidade que emitirá zero carbono. Seu desenho          é um quadrado inserido no deserto, com tudo construído para dar conforto          térmico e possibilidades de circulação para os 50.000 residentes, e a          população flutuante que irá trabalhar e visitar. É cercada por estacionamentos.          A sua sustentabilidade foi questionada por inúmeras razões, como: não          buscar nas próprias cidades do deserto, referências de projeto que estivesse          em sintonia com a paisagem; os enormes custos ambientais de transformar          o deserto em jardim; suas formas geométricas cartesianas não respeitam          os fluxos naturais; vai gerar um grande fluxo de visitantes que irão causar          grandes impactos; o acesso será feito por veículos de todos os tipos,          entre outras.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A estética proposta          por Iñaki Ábalos é a estética da geometria cartesiana, também. Os projetos          que apresentou contemplam as técnicas de desenho arquitetônico, porém          não possuem interação com os processos naturais e com a biodiversidade.          Propõe edifícios com hortas verticais, cemitério vertical e se inspira          no modernismo para a criação de edifícios com usos múltiplos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">O fechamento da conferência          perguntou “What Next?” (o que depois?). A pergunta foi respondida de formas          criativas, em tempo muito reduzido, por 9 profissionais de diferentes          áreas de atuação. O consenso foi que o Urbanismo Ecológico deve procurar          caminhos nos ecossistemas naturais, nas interelações das paisagens através          da interdisciplinaridade, em novas maneiras de realizar “coisas”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Kongjian Yu foi enfático          ao afirmar que o urbanismo que se preocupa com a estética e a inutilidade          copia modelos externos de consumo rápido e fácil, é gigantesco, acima          das necessidades das pessoas, deforma a cidade e leva à gentrificação.          Esse urbanismo tem levado a maioria das grandes cidades do planeta a sofrer          com a desertificação, deslizamentos e inundações, poluição de toda sorte,          perda de biodiversidade. Clamou que agora é a “hora de mudar!!”. “O urbanismo          ecológico é a arte da sobrevivência”. O urbanismo para ser ecológico deve:          ser produtivo e funcional; valorizar o simples e reciclar o existente;          ser amigável com as inundações renaturalizando os corpos d’água; ajudar          a natureza a trabalhar e se recuperar. As cidades devem ter uma infraestrutura          ecológica, “ter uma nova estética baseada na natureza e ética ambiental,          transformar a desordem e o rústico em estético”.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Uma provocativa exposição          de propostas com soluções ecológicas e utópicas em diversas escalas foi          montada em conjunto com a conferência. A idéia foi discutir se é possível          que o urbanismo venha a ser de fato ecológico e de que maneiras. Drew          Gilpin Faust, Presidente de Harvard, deu um conselho “Move from urban          sprawl to smart growth” (mude de expansão urbana para crescimento inteligente).</span></p>
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		<title>Projetos preveem fazendas verticais nos centros urbanos</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 18:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Henrique Hermeto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escritórios americanos e europeus criam edifícios autossustentáveis, geradores da própria energia e até de alimentos. Confira o Dragonfly Vertical Farm, do escritório belga Vincent Callebaut Architectures Leia a matéria completa na Piniweb]]></description>
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<p>Escritórios americanos e europeus criam edifícios autossustentáveis, geradores da própria energia e até de alimentos. Confira o Dragonfly Vertical Farm, do escritório belga Vincent Callebaut Architectures</p>
<p><a href="http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/propostas-de-criacao-de-fazendas-verticais-aumentam-no-exterior-e-143742-1.asp">Leia a matéria completa na Piniweb</a></p>
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		<title>Forum Ecotech</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 00:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lvxus</dc:creator>
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		<title>Novo Site do IBGE</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 15:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lvxus</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SITE DO IBGE http://www.ibge.gov.br/paisesat/ O IBGE acaba de lançar novo site: o site Países®, O site contém um planisfério clicável, todo feito em Java e PHP, com dados históricos e estatísticos e tem também a parte de ecologia, rios e mares. São 192 países. O mapa permite zoom e seleção de um país para examinar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>SITE DO IBGE</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.ibge.gov.br/paisesat/" target="_blank"><span style="color: #175dc4;">http://www.ibge.gov.br/paisesat/</span></a></p>
<p>O IBGE acaba de lançar novo site: o site Países®,</p>
<p>O site contém um planisfério clicável, todo feito em Java e PHP, com dados históricos e estatísticos e tem também a parte de ecologia, rios e mares. São 192 países. O mapa permite zoom e seleção de um país para examinar em detalhes suas informações.<br />
As estruturas e ícones na barra superior da página são simples. Na lacuna para pesquisa, pode-se escolher um país para achar no mapa, em vez de procurar manualmente para clicá-lo. Ao lado, há um botão para fechar janelas, é que o site se vale de muitas pop-ups pequenas, um botão para ligar e desligar o som, e a ajuda. Por falar em pop-ups, se o seu navegador as bloqueia por default, permita-as para trabalhar melhor com o site. Depois do botão da ajuda, há os de zoom e as setas para navegar pelo planisfério. Selecionando um país, é possível navegar pelos diferentes dados usando a segunda barra de navegação superior, logo abaixo da primeira. Clicando em Síntese, o usuário vê um quadro com as  informações básicas do país, como localização, capital, tamanho do território, língua(s), população, PIB e moeda.</p></div>
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		<title>VINHO COM SABOR DE ARQUITETURA</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 21:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lvxus</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A área em que o vinho fica armazenado, por não ser subterrânea, é resfriada por partículas de água O interior de Portugal sofre com um grave problema: o esvaziamento demográfico. Sem perspectiva de emprego, os jovens migram em busca de oportunidade para Lisboa e Porto, os dois maiores centros urbanos. Traduzindo em números, 40% da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><script type="text/javascript"><!--
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* Floating Top Bar script- © Dynamic Drive (www.dynamicdrive.com)
* Sliding routine by Roy Whittle (http://www.javascript-fx.com/)
* This notice must stay intact for legal use.
* Visit http://www.dynamicdrive.com/ for full source code
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<div class="largura" style="line-height: normal;">
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-barris-adega.jpg" alt="" width="503" height="293" /></p>
<div class="legenda">A área em que o vinho fica armazenado, por não ser subterrânea, é resfriada por partículas de água</div>
</div>
<div class="col1ent">
<div class="intro">O interior de Portugal sofre com um grave problema: o esvaziamento demográfico. Sem perspectiva de emprego, os jovens migram em busca de oportunidade para Lisboa e Porto, os dois maiores centros urbanos. Traduzindo em números, 40% da população vive em cerca de 5% da área do país. E as previsões não são muito animadoras: segundo relatório da Organização das Nações Unidas, em seis anos as duas maiores cidades concentrarão 70% dos portugueses. Apesar de essa situação ser comum na Europa, em Portugal ela é crítica. Na vizinha Espanha, por exemplo, a população está distribuída em cidades médias. Em que medida a arquitetura &#8211; aliada ao vinho &#8211; pode ser usada para ajudar a reverter ou pelo menos interromper esse processo em terras lusitanas?</div>
<div>
<p>“Bom dia. Poderia me informar se a adega é aberta à visitação?”, perguntei, temendo uma resposta negativa. Afinal, era manhã de uma segunda-feira da baixa temporada e eu não estava em Napa &#8211; a meca do enoturismo -, mas sim no Alentejo, no Sul de Portugal. “É aberta, sim, mas tens que marcar hora”, ouvi. “A que horas pretendes vir?”, questionou-me a atendente. “Estou em Évora, devo chegar em cerca de uma hora. Qual é o endereço?”, questionei. “Herdade das Argamassas, em Campo Maior”, foi a resposta. “E o número?”, insisti. “Sem número.”</p>
<p>Évora é a capital do Alentejo. De origem romana, a cidade é constituída por uma série de camadas históricas, que se revelam nos edifícios de épocas distintas. Sua zona rural é coberta por vinícolas. Em algumas áreas, o sobreiro &#8211; árvore de onde é extraída a cortiça &#8211; dá um colorido distinto, com troncos marcados em dois tons. Essa paisagem não difere muito do restante de Portugal: o território é quase todo um vinhedo. São tantas as regiões com características diferentes &#8211; Porto, Dão, Bairrada etc. -, que é um prazer inenarrável para qualquer amante da bebida de Baco percorrê-las. Além das vinhas, há grande quantidade de oliveiras, muitas vezes associadas. Essas são as duas espécies com maiores áreas cultivadas em Portugal &#8211; são 4 mil e 3,7 mil quilômetros quadrados, respectivamente.</p>
<p>Naquela manhã ensolarada, meu destino era a Adega Mayor, uma vinícola relativamente nova. Neste caso específico, meu principal objetivo não era degustar os rótulos disponíveis. Lógico que não me furtei a provar os quatro tipos de vinho que ali são produzidos: Monte Maior, Touriga Nacional, Reserva do Comendador e Garrafeira do Comendador. Mas o que me interessava, de fato, era o prédio.</p>
<p><strong>Siza em Évora</strong></p>
<p>No caminho, logo que saí de Évora intramuros, dirigindo pela via que a circunda, passei por baixo do aqueduto Água de Prata, construído no século 16. Lembrei de imediato do bairro de Malagueira, que Álvaro Siza desenhou no entorno das muralhas. Concebido em 1977, a convite da municipalidade, o projeto procurou organizar uma grande região extramuros a oeste de Évora. O que conecta o bairro de Siza à obra quinhentista é o elemento construído mais visível em Malagueira: uma galeria técnica elevada que caminha junto à divisa dos fundos das casas e atravessa as ruas, distribuindo água, eletricidade, sinais de telefonia e televisão. Ela mesma chamada pelo arquiteto de aqueduto, a galeria pretende fazer uma ligação simbólica com a cidade histórica e, ao mesmo tempo, definir uma unidade para o bairro novo.</p>
<p>As 1,2 mil casas de Malagueira constituem-se &#8211; como sempre na obra de Siza &#8211; através de uma série de citações a obras de outros arquitetos: as casas em renque de J. J. P. Oud e o projeto Roq &amp; Rob de Corbusier, só para ficar com dois exemplos. Há ainda em Malagueira, dentre as experimentações estilísticas, um avanço em relação aos projetos anteriores de Siza que contaram com a participação popular, sob a tutela do Serviço de Ambulatório de Apoio Local (Saal). <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(1)</a> O projeto consegue dialogar com as tipologias existentes em bairros locais, frutos de autoconstrução. Fica evidente a utilização de elementos da arquitetura vernacular &#8211; janelas de madeira, entradas recuadas, chaminés proeminentes etc. Para enriquecer o conjunto, há uma série de áreas verdes que permeiam o bairro &#8211; no mais das vezes, gramados com poucos arbustos -, fazendo lembrar sua origem rural extramuros.</p>
<p>Quando ficou pronto, Malagueira foi apontado com destaque por diversos historiadores da área. O motivo? Inovações no tema das habitações de caráter social na Europa, pós-movimento moderno. Por outro lado, o branco regionalista &#8211; tão presente na produção de Siza &#8211; é mais fácil de entender quando visto a partir do Alentejo do que na zona do Porto, região natal do projetista. Em geral, as cidadelas alentejanas são constituídas por fortalezas militares que ocupam o alto de pequenas colinas. Com o tempo, ganharam povoado vizinho, formado por casas de alvenaria caiadas de branco e cobertas por telhas de barro. Assim, a paisagem da região é pontuada por alvas cidadelas junto às elevações do terreno. Pegando a autoestrada IP2 no sentido da Espanha &#8211; rumo a Campo Maior -, passei por inúmeras configurações urbanas semelhantes à descrita acima, como Evoramonte e Extremoz. Isso sem esquecer as encantadoras Reguengos de Monsaraz (mais ao sul) e Marvão (mais ao norte), verdadeiras joias arquitetônicas.</p>
<p>Já próximo de Campo Maior, notei que os vinhedos escasseavam. Fato que comprovei ao analisar o mapa das áreas vinícolas da região: a zona que se avizinha a Campo Maior não tem tradição de cultivo de uvas, ao contrário de outras áreas alentejanas (Vidigueira, por exemplo, onde se plantam as uvas do ótimo Herdade dos Grous). No passado, Campo Maior era conhecida por produzir os grandes jarros de barro, nos quais os camponeses armazenavam os vinhos alentejanos.</p>
<p><strong>Café com vinho</strong></p>
<p>Com um investimento de 8 milhões de euros (cerca de 25 milhões de reais), a Adega Mayor foi inaugurada em junho de 2007, em cerimônia de que participou o ministro da Agricultura, Jaime Silva. Tal repercussão, dadas as pequenas dimensões da construção, deve-se ao prestígio e ao poderio econômico do proprietário da vinícola, o empresário Rui Nabeiro. Ele define a criação da Adega Mayor como a realização de um “sonho de criança”. À frente de um complexo de 17 empresas, que empregam juntas mais de 1,7 mil pessoas e atuam em diversos setores (imobiliário, hoteleiro, de embalagens e distribuição, entre outros), Nabeiro é conhecido principalmente por seus negócios com café. Sua empresa Delta Café é a maior do ramo em Portugal: tem plantações no exterior &#8211; no Brasil, por exemplo &#8211; e a refinação é feita em Campo Maior, cidade natal do empreculsário. Sabedor do poder que a arquitetura tem para atrair público, ele convocou Álvaro Siza para dar forma ao seu sonho.</p></div>
<div class="destaque">Em algumas áreas, o sobreiro &#8211; árvore de onde é extraída a cortiça &#8211; dá distinto colorido, com troncos marcados em dois tons</div>
<div>
<p>Ela se assemelha às cidadelas alentejanas: a construção de alvenaria branca em meio aos vinhedos, ocupando a porção mais alta da gleba. “Na visita ao terreno encontrei elementos fundamentais orientadores do projeto e da implantação do edifício: uma estrada já construída, unindo o complexo industrial, e uma afloração em argila compactada, utilizada até agora como depósito de entulho, em vazio escavado para efeito. Existe assim uma leve afloração num vastíssimo território cultivado e de suave ondulação”, <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(2)</a> escreveu Álvaro Siza no memorial do projeto. Não encontrei acesso e retornei em direção da produtora de café. Lá me informaram que a pequena estrada que dá acesso ao novo prédio tem início junto à portaria da Delta.</p>
<p>Passando a indústria, uma estreita via asfaltada leva até a adega. Duas retas e uma curva depois, contornando um pequeno tanque de água e circulando entre os 45 hectares de vinhedos de diversas espécies, chega-se ao novo prédio.</p>
<p>A produção da Adega Mayor foi iniciada em 2002, ainda sem o prédio pronto. Entre seus rótulos, no “topo de gama” está o Garrafeira do Comendador, que, com a safra de 2003, foi considerado um dos melhores vinhos de 2008. <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(3)</a> Ele é produzido principalmente com a casta Alicante Bouschet (e também Trincadeira e Aragonez) e envelhecido em carvalho francês por 17 meses. A safra premiada já se esgotou. Provei então o Reserva do Comendador &#8211; o segundo da lista deles &#8211; e achei os taninos um pouco descontrolados, mas com grande potencial (apesar do preço elevado). Na safra deste ano, a vinícola produziu 288 mil garrafas (90% tintos).A ideia é concentrar-se nos vinhos de melhor qualidade, principal-mente para a exportação (o Brasil é um dos destinos).</div>
<div class="destaque">Com investimento de 8 milhões de euros, a Adega Mayor, “sonho de criança” do empresário Rui Nabeiro, ganhou forma nas mãos de Siza</div>
<div>
<p>O novo prédio &#8211; com tecnologia de alto nível &#8211; e a participação de profissionais qualificados (a supervisão é do enólogo Paulo Laureano) conferem aos vinhos da Adega Mayor grande expectativa. “Que o vinho saia bom”, escreveu Siza. A aposta na tecnologia qualificou os vinhos do Alentejo &#8211; que, em Portugal, são os que apresentam a mais rápida evolução.</p>
<p>A construção, desenhada por Siza em 2003, começou no final de 2004. O prédio ocupa área de 40 x 120 metros e pode ser dividido em dois setores. Na frente, distribuída em três pisos, fica a área social, com escritórios da adega, loja, setor de recepções etc. A parte posterior, por sua vez, é destinada à produção propriamente dita, sendo o maior espaço reservado ao armazenamento. A topografia facilita as operações de carga e descarga, realizadas por cima, junto à fachada dos fundos. Como o grande salão de armazenamento não é subterrâneo, seu resfriamento é feito por partículas de água. Na cobertura, um espelho d’água, ao lado de um terraço panorâmico, ajuda a reduzir a temperatura no interior da cave.</p>
<p><strong>Outros exemplos</strong></p>
<p>Ao contrário do vale do Napa, na Califórnia &#8211; região que, entre outras coisas, é responsável por avanços tecnológicos e pela invenção do enoturismo -, o turismo de vinhos ainda engatinha em Portugal. Com a quantidade de regiões e o território pouco extenso, o país possui imenso potencial nesse ramo. “Nós sabemos fazer vinho, não entendemos nada de turismo”, disse-me um produtor.</p>
<p>O edifício de Siza é um sinal dessa mudança de mentalidade, que, como tudo que ocorre em Portugal, é muito lenta. Certamente a Adega Mayor tem um olho no enoturismo. No futuro, haverá visitas para prova de vinhos e refeições. Quando eu estava saindo do prédio, chegou um ônibus com turistas alemães (fato incomum em outros produtores). Uma vinícola desse porte emprega poucas pessoas &#8211; na Adega Mayor trabalham cerca de 40 funcionários. Por isso o enoturismo assume importância para o interior do país: quando se fazem restaurantes, locais de hospedagem etc., aumenta enormemente o número de postos de trabalho. Mas, por enquanto, são poucas as adegas abertas à visitação &#8211; a maioria delas de propriedade de estrangeiros ou comandadas por vinicultores mais jovens. Duas exceções no Alentejo? A primeira é a Cortes de Cima, de propriedade de um casal formado por um dinamarquês e uma californiana; e também há a enorme Esporão, cujo restaurante fica lotado nos finais de semana.</p>
<p>De qualquer forma, para atender o turista de vinhos é necessário investir em novas construções. Daí o raro potencial de usar a arquitetura contemporânea como atrativo turístico. Além da edificação de Siza e Nabeiro, lembro-me de outro exemplo: a Quinta da Touriga, desenhada por António Leitão Barbosa. Criada em 2001, em Vila Nova de Foz Côa, a vinícola fica próxima da região do Douro. A mais famosa zona de vinicultura do país e a mais preparada do ponto de vista enoturístico, o Douro é internacionalmente conhecido pelo vinho do Porto. Contudo, há cerca de 20 anos deu início à produção de tintos, com grande sucesso.</p>
<p><strong>Siza, safra 2009</strong></p>
<p>E é no Douro que Siza acaba de projetar sua segunda edificação do gênero. O arquiteto já possuía uma relação com o porto &#8211; a pedido da associação de produtores, desenhou uma taça especialmente para se beber o famoso vinho. A inauguração da nova adega, situada em Sabrosa, junto ao vale do rio Pinhão, está programada para os primeiros meses de 2009. Com 4,7 mil metros quadrados, trata-se de um armazém de envelhecimento da Quinta do Portal, premiada empresa administrada pela família Marsilha, que há mais de um século dedica-se à produção de vinhos.</p>
<p>A Quinta do Portal possui 95 hectares de vinhas na região, distribuídas entre Sabrosa e Alijó. Com investimento semelhante ao da construção do Alentejo, a adega de Sabrosa é completamente diferente. Nada do branco daquela região: o prédio, que vai armazenar vinho do Porto e do Douro, é revestido com cortiça e xisto, pedra utilizada para conter encostas. Ele abriga também uma sala de provas e um auditório. Cientes dos poderes da arquitetura contemporânea, os produtores declararam à imprensa que a vinícola será “uma catedral para os amantes do vinho e da arquitetura”.</p>
<p>Como ocorre em algumas vinícolas portuguesas, há opção de hospedagem dentro das instalações da Quinta do Portal. Chamada de Casa das Pipas, a hospedaria possui dez quartos. Por isso, e por outros aspectos, além do prêmio de melhor empresa de 2007, <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(4)</a> a vinicultora foi contemplada em uma premiação para o enoturismo na categoria práticas sustentáveis. E mesmo sendo uma das melhores hospedarias dentro de vinícolas em Portugal, a taxa de ocupação é baixa: foi, em média, de cerca de 35% em 2007. Nas vindimas, claro, está sempre lotada. O desafio é estender esse resultado para o restante do ano.</p>
<p><strong>Arquitetura e hospedagem</strong></p>
<p>Mas o bucólico interior português possui muitas outras opções de hospedagem. Para o turismo arquitetônico, são figurinhas carimbadas as Pousadas de Portugal. Administradas por uma empresa particular &#8211; o Grupo Pestana -, elas ocupam construções históricas de propriedade do governo. As mais conhecidas entre os projetistas são aquelas que sofreram intervenções recentes, como a impressionante Santa Maria do Bouro (próximo de Braga), de Eduardo Souto de Moura. Para mim, a maior surpresa foi a Flor da Rosa (no Alentejo), de Carrilho da Graça.</p></div>
<div class="destaque">No caminho para a vinícola, duas retas e uma curva depois, a estrada corta 45 hectares de vinhedos de diversas espécies</div>
<div>O grande problema que Portugal está enfrentando é o fim da verba que a União Européia repassou a fundo perdido. O governo português apostou na infraestrutura, criando estradas (algumas vazias) e espaços culturais. O setor privado, com o dinheiro ganho a partir da nova realidade, de integração à UE, apostou em investimentos mais rentáveis, colocando boa parte de seus recursos em países emergentes, como Brasil e Angola. E o interior do país continuou se esvaziando, sem indústrias nem agricultura. O que lhe resta, então, é o turismo. Agora, com essa crise que se alevanta, a estagnação daquela região ameaça piorar. Como possível saída, eu faria uma aposta e, meio embriagado, colocaria minhas fichas na combinação de dois pilares da cultura de Portugal: o vinho e a arquitetura.</div>
<div class="notas"><strong>Notas:</strong><a id="notas" name="notas"></a></p>
<p><strong>1</strong> &#8211; O Saal, um programa de apoio à habitação, foi criado em agosto de 1974 pelo arquiteto Nuno Portas, então secretário de Estado da Habitação e Urbanismo.</p>
<p><strong>2</strong> &#8211; Álvaro Siza, catálogo da exposição Modern Redux, São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, 2008.</p>
<p><strong>3</strong> &#8211; Essa classificação é de responsabilidade do jornalista e crítico de vinhos João Paulo Martins, que, no guia <em>Vinhos de Portugal 2008</em>, elegeu o da Campo Maior um dos melhores do ano entre os vinhos de consumo.</p>
<p><strong>4</strong> &#8211; Conferido pela <em>Revista de Vinhos</em>, uma das mais prestigiadas publicações portuguesas do setor, editada mensalmente desde dezembro de 1989.</div>
<div class="notas">Publicada originalmente em <strong>PROJETO</strong>DESIGN<br />
Edição 347 Janeiro de 2009</div>
</div>
<div class="col2ent">
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-aqueduto-evora.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">Construído no século 16, o aqueduto Água de Prata marca a paisagem urbana de Évora</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-aqueduto-malagueira.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">O “aqueduto” de Siza distribui água, eletricidade, sinais de telefone e tevê para as 1,2 mil casas de Malagueira</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-croqui-adega-mayor.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">Croquis de criação da Adega Mayor, a primeira vinícola desenhada por Siza</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-cidadelas-alentejanas.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">As cidadelas alentejanas são constituídas por fortalezas militares no alto de pequenas colinas</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-adega-mayor.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">A Adega Mayor, “uma leve afloração num vastíssimo território cultivado e de suave ondulação”</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-espelho-dagua.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">Na cobertura, um espelho d’água ajuda a resfriar a área de armazenamento</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-pousada.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">Vista da Pousada Flor da Rosa, com intervenção de Carrilho da Graça</div>
</div>
<div class="imgs"><img src="http://www.arcoweb.com.br/debate/fotos/123/artigo-escada-pedra.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">Detalhe de escada de pedra na Pousada Santa Maria do Bouro, de Souto de Moura</div>
<div class="legenda">
<div class="destaque">Em algumas áreas, o sobreiro &#8211; árvore de onde é extraída a cortiça &#8211; dá distinto colorido, com troncos marcados em dois tons</div>
<div>
<p>Ela se assemelha às cidadelas alentejanas: a construção de alvenaria branca em meio aos vinhedos, ocupando a porção mais alta da gleba. “Na visita ao terreno encontrei elementos fundamentais orientadores do projeto e da implantação do edifício: uma estrada já construída, unindo o complexo industrial, e uma afloração em argila compactada, utilizada até agora como depósito de entulho, em vazio escavado para efeito. Existe assim uma leve afloração num vastíssimo território cultivado e de suave ondulação”, <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(2)</a> escreveu Álvaro Siza no memorial do projeto. Não encontrei acesso e retornei em direção da produtora de café. Lá me informaram que a pequena estrada que dá acesso ao novo prédio tem início junto à portaria da Delta.</p>
<p>Passando a indústria, uma estreita via asfaltada leva até a adega. Duas retas e uma curva depois, contornando um pequeno tanque de água e circulando entre os 45 hectares de vinhedos de diversas espécies, chega-se ao novo prédio.</p>
<p>A produção da Adega Mayor foi iniciada em 2002, ainda sem o prédio pronto. Entre seus rótulos, no “topo de gama” está o Garrafeira do Comendador, que, com a safra de 2003, foi considerado um dos melhores vinhos de 2008. <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(3)</a> Ele é produzido principalmente com a casta Alicante Bouschet (e também Trincadeira e Aragonez) e envelhecido em carvalho francês por 17 meses. A safra premiada já se esgotou. Provei então o Reserva do Comendador &#8211; o segundo da lista deles &#8211; e achei os taninos um pouco descontrolados, mas com grande potencial (apesar do preço elevado). Na safra deste ano, a vinícola produziu 288 mil garrafas (90% tintos).A ideia é concentrar-se nos vinhos de melhor qualidade, principal-mente para a exportação (o Brasil é um dos destinos).</div>
<div class="destaque">Com investimento de 8 milhões de euros, a Adega Mayor, “sonho de criança” do empresário Rui Nabeiro, ganhou forma nas mãos de Siza</div>
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<p>O novo prédio &#8211; com tecnologia de alto nível &#8211; e a participação de profissionais qualificados (a supervisão é do enólogo Paulo Laureano) conferem aos vinhos da Adega Mayor grande expectativa. “Que o vinho saia bom”, escreveu Siza. A aposta na tecnologia qualificou os vinhos do Alentejo &#8211; que, em Portugal, são os que apresentam a mais rápida evolução.</p>
<p>A construção, desenhada por Siza em 2003, começou no final de 2004. O prédio ocupa área de 40 x 120 metros e pode ser dividido em dois setores. Na frente, distribuída em três pisos, fica a área social, com escritórios da adega, loja, setor de recepções etc. A parte posterior, por sua vez, é destinada à produção propriamente dita, sendo o maior espaço reservado ao armazenamento. A topografia facilita as operações de carga e descarga, realizadas por cima, junto à fachada dos fundos. Como o grande salão de armazenamento não é subterrâneo, seu resfriamento é feito por partículas de água. Na cobertura, um espelho d’água, ao lado de um terraço panorâmico, ajuda a reduzir a temperatura no interior da cave.</p>
<p><strong>Outros exemplos</strong></p>
<p>Ao contrário do vale do Napa, na Califórnia &#8211; região que, entre outras coisas, é responsável por avanços tecnológicos e pela invenção do enoturismo -, o turismo de vinhos ainda engatinha em Portugal. Com a quantidade de regiões e o território pouco extenso, o país possui imenso potencial nesse ramo. “Nós sabemos fazer vinho, não entendemos nada de turismo”, disse-me um produtor.</p>
<p>O edifício de Siza é um sinal dessa mudança de mentalidade, que, como tudo que ocorre em Portugal, é muito lenta. Certamente a Adega Mayor tem um olho no enoturismo. No futuro, haverá visitas para prova de vinhos e refeições. Quando eu estava saindo do prédio, chegou um ônibus com turistas alemães (fato incomum em outros produtores). Uma vinícola desse porte emprega poucas pessoas &#8211; na Adega Mayor trabalham cerca de 40 funcionários. Por isso o enoturismo assume importância para o interior do país: quando se fazem restaurantes, locais de hospedagem etc., aumenta enormemente o número de postos de trabalho. Mas, por enquanto, são poucas as adegas abertas à visitação &#8211; a maioria delas de propriedade de estrangeiros ou comandadas por vinicultores mais jovens. Duas exceções no Alentejo? A primeira é a Cortes de Cima, de propriedade de um casal formado por um dinamarquês e uma californiana; e também há a enorme Esporão, cujo restaurante fica lotado nos finais de semana.</p>
<p>De qualquer forma, para atender o turista de vinhos é necessário investir em novas construções. Daí o raro potencial de usar a arquitetura contemporânea como atrativo turístico. Além da edificação de Siza e Nabeiro, lembro-me de outro exemplo: a Quinta da Touriga, desenhada por António Leitão Barbosa. Criada em 2001, em Vila Nova de Foz Côa, a vinícola fica próxima da região do Douro. A mais famosa zona de vinicultura do país e a mais preparada do ponto de vista enoturístico, o Douro é internacionalmente conhecido pelo vinho do Porto. Contudo, há cerca de 20 anos deu início à produção de tintos, com grande sucesso.</p>
<p><strong>Siza, safra 2009</strong></p>
<p>E é no Douro que Siza acaba de projetar sua segunda edificação do gênero. O arquiteto já possuía uma relação com o porto &#8211; a pedido da associação de produtores, desenhou uma taça especialmente para se beber o famoso vinho. A inauguração da nova adega, situada em Sabrosa, junto ao vale do rio Pinhão, está programada para os primeiros meses de 2009. Com 4,7 mil metros quadrados, trata-se de um armazém de envelhecimento da Quinta do Portal, premiada empresa administrada pela família Marsilha, que há mais de um século dedica-se à produção de vinhos.</p>
<p>A Quinta do Portal possui 95 hectares de vinhas na região, distribuídas entre Sabrosa e Alijó. Com investimento semelhante ao da construção do Alentejo, a adega de Sabrosa é completamente diferente. Nada do branco daquela região: o prédio, que vai armazenar vinho do Porto e do Douro, é revestido com cortiça e xisto, pedra utilizada para conter encostas. Ele abriga também uma sala de provas e um auditório. Cientes dos poderes da arquitetura contemporânea, os produtores declararam à imprensa que a vinícola será “uma catedral para os amantes do vinho e da arquitetura”.</p>
<p>Como ocorre em algumas vinícolas portuguesas, há opção de hospedagem dentro das instalações da Quinta do Portal. Chamada de Casa das Pipas, a hospedaria possui dez quartos. Por isso, e por outros aspectos, além do prêmio de melhor empresa de 2007, <a class="texto09link" style="color: #ff0000; font-weight: bold;" href="http://www.arcoweb.com.br/#notas">(4)</a> a vinicultora foi contemplada em uma premiação para o enoturismo na categoria práticas sustentáveis. E mesmo sendo uma das melhores hospedarias dentro de vinícolas em Portugal, a taxa de ocupação é baixa: foi, em média, de cerca de 35% em 2007. Nas vindimas, claro, está sempre lotada. O desafio é estender esse resultado para o restante do ano.</p>
<p><strong>Arquitetura e hospedagem</strong></p>
<p>Mas o bucólico interior português possui muitas outras opções de hospedagem. Para o turismo arquitetônico, são figurinhas carimbadas as Pousadas de Portugal. Administradas por uma empresa particular &#8211; o Grupo Pestana -, elas ocupam construções históricas de propriedade do governo. As mais conhecidas entre os projetistas são aquelas que sofreram intervenções recentes, como a impressionante Santa Maria do Bouro (próximo de Braga), de Eduardo Souto de Moura. Para mim, a maior surpresa foi a Flor da Rosa (no Alentejo), de Carrilho da Graça.</p></div>
<div class="destaque">No caminho para a vinícola, duas retas e uma curva depois, a estrada corta 45 hectares de vinhedos de diversas espécies</div>
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<div class="destaque">O grande problema que Portugal está enfrentando é o fim da verba que a União Européia repassou a fundo perdido. O governo português apostou na infraestrutura, criando estradas (algumas vazias) e espaços culturais. O setor privado, com o dinheiro ganho a partir da nova realidade, de integração à UE, apostou em investimentos mais rentáveis, colocando boa parte de seus recursos em países emergentes, como Brasil e Angola. E o interior do país continuou se esvaziando, sem indústrias nem agricultura. O que lhe resta, então, é o turismo. Agora, com essa crise que se alevanta, a estagnação daquela região ameaça piorar. Como possível saída, eu faria uma aposta e, meio embriagado, colocaria minhas fichas na combinação de dois pilares da cultura de Portugal: o vinho e a arquitetura.</p>
<div class="notas"><strong>Notas:</strong><a id="notas" name="notas"></a></p>
<p><strong>1</strong> &#8211; O Saal, um programa de apoio à habitação, foi criado em agosto de 1974 pelo arquiteto Nuno Portas, então secretário de Estado da Habitação e Urbanismo.</p>
<p><strong>2</strong> &#8211; Álvaro Siza, catálogo da exposição Modern Redux, São Paulo, Instituto Tomie Ohtake, 2008.</p>
<p><strong>3</strong> &#8211; Essa classificação é de responsabilidade do jornalista e crítico de vinhos João Paulo Martins, que, no guia <em>Vinhos de Portugal 2008</em>, elegeu o da Campo Maior um dos melhores do ano entre os vinhos de consumo.</p>
<p><strong>4</strong> &#8211; Conferido pela <em>Revista de Vinhos</em>, uma das mais prestigiadas publicações portuguesas do setor, editada mensalmente desde dezembro de 1989.</div>
<div class="notas">Publicada originalmente em <strong>PROJETO</strong>DESIGN<br />
Edição 347 Janeiro de 2009</div>
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		<title>Protegido de ruídos e calor</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 21:04:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lvxus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Novas tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
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		<description><![CDATA[Construído à beira-mar, em Florianópolis, o Residencial João Eduardo Moritz tem fachada structural glazing com sistema de vidros duplos insulados de 28 milímetros, que garante o conforto termoacústico nos apartamentos. As esquadrias &#8211; parte com perfis de alumínio e parte em PVC &#8211; também receberam tratamento especial. Era para ter alto padrão e se destacar [...]]]></description>
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<div class="intro">Construído à beira-mar, em Florianópolis, o Residencial João Eduardo Moritz tem fachada structural glazing com sistema de vidros duplos insulados de 28 milímetros, que garante o conforto termoacústico nos apartamentos. As esquadrias &#8211; parte com perfis de alumínio e parte em PVC &#8211; também receberam tratamento especial.</div>
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<p>Era para ter alto padrão e se destacar pela estética diferenciada. Assim, o Residencial João Eduardo Moritz ganhou fachada <strong>pele de vidro</strong>, varandas escalonadas em balanço e revestimento de painéis de alumínio composto (ACM), amplamente aplicados em obras comerciais, mas pouco utilizados nas habitacionais. O edifício tem 12 andares &#8211; cada um deles com um apartamento de cerca de 340 metros quadrados &#8211; e volta-se para a área litorânea central de Florianópolis.</p>
<p>Na fachada frontal, uma moldura diagonal em granito verde traça uma linha divisória entre a porção envidraçada e as sacadas, evidenciando a diferença de plantas &#8211; na base do edifício, a pele de vidro que fecha o living é maior, reduzindo-se sua largura à medida que avança para os andares mais altos; nesse sentido, inversamente, o tamanho das varandas aumenta e o living perde espaço. Outro detalhe da face frontal: do sétimo ao nono andar, os guarda-corpos, revestidos com painéis de <strong>alumínio composto</strong>, foram prolongados para alterar o ritmo dos terraços. A mesma solução foi aplicada na parte posterior, onde ficam as sacadas das suítes masters, cujos closets ganharam janelas circulares de 80 centímetros de diâmetro, que fazem uma prumada na fachada lateral.</div>
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<p><img src="http://arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/930/evandro-gaspar-edificio-moldura-granito.jpg" alt="" /></p>
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<p>Aberturas circulares se repetem na cobertura do prédio, nas áreas correspondentes ao salão de festas e à escada que leva ao apartamento dúplex. Construído com <strong>estrutura metálica</strong>, o salão de festas tem ampla varanda, com guarda-corpos de aço inoxidável polido e vidro refletivo verde. O arquiteto Evandro Gaspar destaca esse ático como uma quinta fachada. “Um edifício precisa ser elaborado plasticamente em todas as suas superfícies, incluindo a cobertura, que é o seu coroamento”, explica.</p>
<p><strong>Redução de ruídos</strong></p>
<p>“Nas primeiras reuniões técnicas já ficou evidente a diferenciação do projeto, pois o arquiteto propunha que a vista fosse o mais limpa possível, através do envidraçamento, mas sem descuidar do conforto ambiental nos apartamentos”, observa Alexandre de Souza, gerente técnico da Lohn Esquadrias. Além de exposto ao calor, o prédio encontra-se em região onde o barulho causado por veículos é intenso. “Em parceria com técnicos da Glassec, fornecedora dos vidros, resolvemos utilizar nas fachadas frontais, onde fica a sala de estar e há maior incidência de luz solar, o vidro insulado com PVB acústico em conjunto com um polímero, para preencher os <strong>perfis tubulares</strong>, usados para atenuar o som”, explica Souza. O mesmo polímero foi aplicado na laje entre os andares, para reduzir o ruído entre unidades vizinhas. “Faltava definir a estrutura que permitisse um visual limpo. Então resolvemos utilizar o maior quadro possível, sem perfis na horizontal”, revela Souza. De acordo com os cálculos de aproveitamento da chapa e de pressão suportada pelo vidro, obteve-se a modulação de 1,20 x 3 metros, com travessas apenas na frente das lajes.</p>
<p><strong>Vidros duplos</strong></p>
<p>Materiais como vidro laminado, <strong>painéis de ACM</strong> e esquadrias de PVC foram escolhidos para conferir um ar contemporâneo à edificação. Placas de vidro verde foram aplicadas nos guarda-corpos das sacadas e nos fechamentos em pele de vidro. Voltada para a rua, a fachada structural glazing do living ganhou composição especial para manter o isolamento termoacústico do ambiente, com vidros duplos insulados de 28 milímetros.</p>
<p>As outras esquadrias receberam laminado de oito milímetros, todos na composição de uma lâmina de <strong>reflecta float</strong> verde mais uma de float incolor. Como o edifício tem desenho assimétrico, com ângulos inclinados na fachada frontal esquerda, os quadros de vidro ganharam recortes nas colunas, criados a partir do uso de gabaritos especiais. Nas faces lateral esquerda, frontal e posterior as projeções dos guarda-corpos revestidos com painel de alumínio composto invadem o vão da fachada, originando diferentes tipos de recortes nos vidros. Esses detalhes dificultaram a montagem da estrutura, devido às exigências de vedação e estanqueidade. Para a fixação das ancoragens foram utilizados chumbadores químicos e barras rosqueadas de 3/8’’ com nove centímetros de comprimento em algumas e 12 centímetros em outras, de acordo com a especificação técnica.</p>
<p>Para a caixilharia foram utilizados dois tipos de material. Quartos e banheiros ganharam <strong>esquadrias de PVC</strong>, incluindo as portas de correr voltadas para a fachada frontal, em duas cores: internamente receberam uma lâmina na cor branca e externamente em cinzaescuro, para não contrastar. Acoplados a estas e nas demais faces foram empregados caixilhos de alumínio da linha Atlanta II, da Belmetal, com sistema glazing de vidros colados. As esquadrias de PVC são termoacústicas e nos dormitórios contam com persiana integrada.</div>
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<div class="imgs"><img src="http://arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/930/evandro-gaspar-edificio-quadro-fixo.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">Quadro fixo circular de pvc</div>
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<p><img src="http://arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/930/evandro-gaspar-edificio-pele-vidro.jpg" alt="" /></p>
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<p><strong>Alumínio composto</strong></p>
<p>Os guarda-corpos das varandas foram revestidos com painéis de alumínio composto, material também aplicado na marquise de acesso ao hall e no elemento curvo que coroa o edifício. Com pintura prata brilhante, as chapas têm dimensões de 1.270 x 4.978 e 1.575 x 4.978 milímetros, totalizando 954 metros quadrados de área revestida. Segundo Vlademir Rosa, diretor da Alumitec, responsável pela instalação dos <strong>painéis de ACM</strong>, o ajuste do alinhamento das sacadas foi um dos desafios nessa etapa da obra. Na face frontal, por exemplo, há uma projeção de viga no terceiro, no quarto, no sétimo e no oitavo andares. Para se obter a mesma largura na viga, quando observada por baixo, “foi necessário aumentar a espessura do revestimento nos andares onde a sacada não tinha esse detalhe”, explica Vlademir.</p>
<p>Toda a ancoragem deu-se com perfis de alumínio tubular retangular, fixados diretamente no concreto. Na fachada frontal utilizou-se ancoragem em perfis de alumínio modulados através de solda, dando o formato exato para o revestimento que se sobrepôs. Parte da usinagem das chapas de ACM foi feita na Alumitec e as que necessitavam de ajuste foram trabalhadas no local, sempre empregando o mesmo ferramental, para não haver diferença nas dobras do revestimento. Este tem rejunte de <strong>silicone neutro</strong>, na cor alumínio, aumentando a percepção de planicidade das superfícies.</p>
<p>As juntas entre os módulos do revestimento são do tipo seca, unindo as chapas entre si e tornando o acabamento mais perfeito. Na lateral, onde há uma grande fachada glazing, foi necessário ter todos os vidros instalados para que o revestimento desse o acabamento, utilizando <strong>adesivo estrutural</strong> para unir as chapas de ACM aos laminados.</p>
<p>No sobreático do edifício, a Alumitec implantou uma cobertura de aço, revestida posteriormente com alumínio composto. “A construção desse elemento foi um grande desafio em função do acesso ao local e do grau de dificuldade. Para isso foram utilizados andaimes e plataformas de trabalho com elevado nível de segurança”, afirma Vlademir.</p></div>
<div class="notas">Texto de <strong>Jaime Silva</strong><br />
Publicada originalmente em <strong>PROJETO</strong>DESIGN<br />
Edição 348 Fevereiro de 2009</div>
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<div class="imgs"><img src="http://arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/930/evandro-gaspar-edificio-area-social.jpg" alt="" /></p>
<div class="legenda">A pele de vidro envolve a área social dos apartamentos</div>
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<p><img src="http://arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/930/evandro-gaspar-edificio-porta-de-correr.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME~1/USER/CONFIG~1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/USER/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Missão Técnica Construmat Barcelona 2009 &#8211; Últimas vagas</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 15:34:08 +0000</pubDate>
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