Archive for the ‘Urbanismo’ Category
quinta-feira, setembro 24th, 2009
Reciclagem retratará as comunidades pela arte

Em Brasília, o grupo espanhol Basurama faz pesquisa com o apoio do Instituto Cervantes, UnB e Cufa para a realização de oficinas artísticas em comunidades carentes do DF. O objetivo é representar os 50 anos da capital por meio do entulho.
O lixo produzido nas cidades pode ser revelador. Representa o grau de consumo e o nível econômico da população, além da forma como o Estado e a sociedade lidam com a destinação dos resíduos e a preservação do meio ambiente. Nas mãos do grupo espanhol Basurama (basura, em espanhol, quer dizer lixo), no entanto, o significado do material vai mais além. Vira forma de expressão. Desde quarta-feira (16 de setembro) dois integrantes do grupo espanhol Basurama, que trabalha com resíduos e outros materiais encontrados nas ruas, estão ministrando oficinas que visam exercitar o imaginário das pessoas na intenção de que elas criem uma imagem urbana que possa representar as suas comunidades, e por meio da qual possam se identificar.
O trabalho faz parte das comemorações dos 50 anos de Brasília e visa confrontar a relação entre as comunidades situadas na periferia do Distrito Federal e o Plano Piloto, comparando os resultados obtidos entre si. Nos dias 21 e 22 de setembro, o Basurama orientou um grupo de jovens em Itapoã. Nos dias 23 e 24 de setembro (quarta e quinta-feira), das 10h (atividade) às 18h (construção coletiva no espaço público) será a vez de Arapoanga.
No início de agosto, o grupo visitou Arapoanga, a Estrutural, Itapoã e o Lixão para conhecer as áreas, detectar situações, visitar pessoas e desenvolver a pesquisa. Agora voltou para realizar as ações que serão documentadas em vídeo pelo Instituto Cervantes e, no dia 26, mostradas em uma exposição no próprio Instituto. O evento é realizado pelo Instituto Cervantes, Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL) e a Central Única de Favelas (CUFA)/DF.
Na primeira visita ao aterro da Estrutural, o arquiteto Miguel Mister viu mais do que uma montanha de lixo. “Tínhamos uma visão da cidade ideal, modelo de progresso. Mas, como a maioria dos centros urbanos, aqui há uma série de contradições”, comentou ele, diante do mau cheiro, das condições precárias de trabalho e sob os urubus que circulavam no lugar. O membro do Basurama, fundado em 2001 por nove estudantes de Arquitetura da Universidade Politécnica de Madrid, explica que vai levar essas impressões para o trabalho com jovens da Estrutural e dos bairros de Planaltina Arapoanga e Itapoã.
Miguel Mister e Ângela Leon destacam a importância de investimentos em coleta seletiva
“Queremos conhecer o olhar das pessoas que vivem aqui por meio das sensações que elas sentem diante da cidade”, comentou. E para expressar esses sentimentos, lixo. Muito lixo. De garrafas pets a sofás velhos. “Vamos estimular a criação de objetos que representem Brasília e fazer exposições itinerantes em diversos pontos, inclusive no Plano Piloto”, comentou Ângela Leon, colaboradora do Basurama.
O grupo, que já rodou o mundo com intervenções em espaços públicos está em Brasília para ministrar oficinas gratuitas, programadas para ocorrer entre os dias 18 e 25. “Estamos empolgados com o convite”, completou León.
Alguns objetos de arte reciclada pelo lixo:

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Lixo universal – Qual a cara do lixo de Brasília?
O olhar treinado do Basurama indica um material diversificado. “Aqui tem de tudo, o que mostra as diversas facetas de uma cidade consumista”, disse Miguel, que comparou o aterro ao das capitais da República Dominicana, Santo Domingo, e do Paraguai, Assunção. “Em Madrid vemos um lixo mais elitista, como mobília e objetos pessoais, já em Montevidéu (capital do Uruguai), pela condição econômica, o lixo é mais simples, como garrafas, latas e papelão”, explicou.
Mas não foi só o lixo de Brasília que chamou a atenção dos espanhóis. A imagem do descaso social no Lixão da Estrutural também marcou os membros do Basurama. “É preciso investir na coleta seletiva e diminuir a produção de lixo. Se o Estado e cada um de nós fizesse a sua parte em casa, essas pessoas não precisariam trabalhar dessa forma”, observou ele, visivelmente espantado com a situação desumana do aterro próximo à Taguatinga. Hoje, existem cerca de 1,6 mil catadores na Estrutural, divididos em cinco cooperativas.
Brasília 50 anos
A vinda do Basurama à Brasília faz parte das comemorações pelos 50 anos da cidade, celebrado em 21 de abril de 2010. “Mais do que a produção artística, o trabalho envolve a reflexão sobre a produção excessiva de lixo na capital e a importância do trabalho dos catadores na preservação do meio ambiente”, comentou a diretora da Casa de Cultura da América Latina (CAL/UnB), Ana Queiroz, que destacou a importância do intercâmbio de conhecimento com outros países. O projeto é uma parceria entre a CAL, ligada ao Decanato de Extensão da UnB, o Instituto Cervantes e a Central Única de Favelas (Cufa-DF).
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sexta-feira, julho 10th, 2009

Texto extraído de – http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq109/arq109_00.asp
No início de abril de 2009 a Escola de Pós-Graduação em Design (GSD – Graduate School of Design) da Universidade de Harvard, em Cambridge, organizou uma conferência para discutir o que é, quais os rumos, e o que pode significar Urbanismo Ecológico no futuro (1). Foram disponibilizadas 180 inscrições que se esgotaram quase imediatamente. Participantes e palestrantes de inúmeros países estiveram presentes.
(mais…)
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sexta-feira, julho 10th, 2009

Escritórios americanos e europeus criam edifícios autossustentáveis, geradores da própria energia e até de alimentos. Confira o Dragonfly Vertical Farm, do escritório belga Vincent Callebaut Architectures
Leia a matéria completa na Piniweb
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segunda-feira, junho 22nd, 2009
SITE DO IBGE
http://www.ibge.gov.br/paisesat/
O IBGE acaba de lançar novo site: o site Países®,
O site contém um planisfério clicável, todo feito em Java e PHP, com dados históricos e estatísticos e tem também a parte de ecologia, rios e mares. São 192 países. O mapa permite zoom e seleção de um país para examinar em detalhes suas informações.
As estruturas e ícones na barra superior da página são simples. Na lacuna para pesquisa, pode-se escolher um país para achar no mapa, em vez de procurar manualmente para clicá-lo. Ao lado, há um botão para fechar janelas, é que o site se vale de muitas pop-ups pequenas, um botão para ligar e desligar o som, e a ajuda. Por falar em pop-ups, se o seu navegador as bloqueia por default, permita-as para trabalhar melhor com o site. Depois do botão da ajuda, há os de zoom e as setas para navegar pelo planisfério. Selecionando um país, é possível navegar pelos diferentes dados usando a segunda barra de navegação superior, logo abaixo da primeira. Clicando em Síntese, o usuário vê um quadro com as informações básicas do país, como localização, capital, tamanho do território, língua(s), população, PIB e moeda.
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domingo, maio 10th, 2009
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Outras novidades:
Urban Landscape, Pool Design, Small City Apartments, Design de Hotéis Cool e Seaside Style
Novas Remessas:
Proyectar Con La Naturaleza, Arte De Projetar Em Arquitetura e Architecture In The Emirates

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Vários
JULIUS SHULMAN ( em até 5 x no cartão)
A obra de Julius Shulman identifica de forma afiada todos os elementos estruturais e funcionais de um projeto partindo do contexto dos entornos naturais e das pessoas que ocupam aquele espaço. Esta sensibilidade, combinada com seu sentido intuitivo e brilhante sobre composição e sincronismo rendeu-l … Leia mais |

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Ágata Losantos
URBAN LANDSCAPE – PAISAGENS URBANAS
Os projetos mostrados neste livro representam as novas tendências patentes nos mais recentes e proeminentes trabalhos de arquitetos e paisagistas do mundo inteiro. Praças, parques, avenidas, aeroportos, estacionamentos e até mesmo um lounge a céu aberto são apresentados aqui, não apenas como locais … Leia mais |

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Philip Jodidio
ARCHITECTURE NOW! – VOL. 6
A 6ª edição da série Architecture Now! Apresenta ao leitor projetos e edifícios de dimensões bastante variadas. De uma pequena casa de chá japonesa com apenas seis metros quadrados a um projeto russo com mais de um milhão de metros quadrados, esta obra oferece um panorama atualizado do que se passa … Leia mais |
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segunda-feira, abril 27th, 2009
Príncipe Charles X Arquitetura moderna, Round 2…
Alguns acham que ele não deveria se meter em certos assuntos de fórum admnistrativo, por sairem do protocolo, outros nem tanto.
O fato é que o príncipe tem opinião e prefere se posicionar. Como diz Madona “Express your self”. Particularmente acho que ele tem mais é que falar. O máximo que pode acontecer é gerar uma polêmica saldável. Ficar calado achando que algo esta errado??? Acho que o povo Inglês deve até aprovar, apesar de ser quebra de protocolo. Devem sentir representados. A maior polêmica está ainda no uso de sua influência junto a certos setores para alterar os resultados.
Polêmicas a parte. Os arquitetos que se virem para discutir as palavras do príncipe sobre um novo conjunto habitacional na Inglaterra. Particularmente, eu achei o projeto em questão bacana. É um quarteirão com área verde interna, bastante simpático. Acho este formato muito adequado a conjuntos habitacionais por proporcionar uma convivência e qualidade aos habitantes. Isto sim deveria estar sendo discutido.
Confira parte do texto abaixo.
Lá vem mais uma do Príncipe Charles: 25 anos depois da sua famosa e escandalosa interferência no projeto de ampliação da Galeira Nacional de Arte de Londres ele ataca novamente, aterrorizando os arquitetos modernistas britânicos.
Para o público brasileiro, Charles, o Príncipe de Gales, é mais conhecido como ex-marido da finada Lady Di, distinto senhor sexagenário (o mais velho príncipe herdeiro do mundo) com orelhas de abano, tendo o curioso hábito de conversar com as cenouras da sua horta e a inesquecível tirada sobre querer ser o Modess da Duquesa de Cornualha (desejo finalmente realizado).
Na Europa, porém, o Príncipe de Gales também é famoso por qualidades menos pitorescas, a maioria delas ligada à promoção da sustentabilidade: além de ser defensor da agricultura orgânica (daí os seus altos papos com cenouras e pepinos), ele é um notório simpatizante da arquitetura e do urbanismo tradicionais e um ferrenho opositor à arquitetura modernista (daí o seu ódio por pepinos com pele de vidro como o da foto ao lado).
Em 1984, o Príncipe causou furor na comunidade arquitetônica ao criticar veementemente a proposta de extensão da Galeria Nacional de Arte, chamando-a de “uma verruga monstruosa no rosto de um amigo querido e elegante”. O Royal Institute of British Architects (RIBA), que havia promovido um concurso para selecionar a proposta, chiou, esperneou e sapateou contra a interferência indevida de Sua Alteza, mas o público aplaudiu, a administração do museu entendeu o recado, e o escritório de Denise Scott Brown e Robert Venturi foi chamado para projetar uma ampliação que se harmonizasse melhor com o edifício original.
Desde então Charles tinha trocado os discursos inflamados por iniciativas concretas e menos controversas, patrocinando arquitetos e urbanistas adeptos de diversas vertentes da arquitetura tradicional, desde o ultra-clássicoQuinlan Terry, passando pelo moderado Robert Adam, até o excêntrico teórico e projetista luxemburguês Léon Krier. A principal realização deste último com o Príncipe foi a cidade nova de Poundbury, uma radical junção dos conceitos de urbanismo tradicional, consciência social e sustentabilidade ainda não igualada por qualquer projeto urbanístico modernista. Pois diante do sucesso prático do Príncipe, o RIBA voltou a chamá-lo, 25 anos depois, para um novo discurso.
A nova polêmica
Agora, às vésperas de uma possível reconciliação com os modernistas em cima do tema da sustentabilidade, Charles volta às colunas de crítica de arquitetura. O pomo da discórdia, dessa vez, é um projeto do escritório de Richard Rogers para um conjunto habitacional em Chelsea, no antigo sítio de um quartel, na extremidade oeste de Londres, próximo a um hospital do século XVIII projetado pelo maior dos arquitetos ingleses, Christopher Wren. Obviamente, as críticas do Príncipe causaram uma reação corporativista por parte dos arquitetos modernistas, que criticaram duramente a “intromissão” de um personagem cerimonial no “processo democrático” de planejamento do sítio.
Democrático? Bem, há controvérsias. Como em qualquer lugar do mundo, a aprovação de projetos é uma tarefa administrativa e não política. Logo, falar em democracia nesse processo é apenas um bordão demagógico sem sentido. Além disso, uma pesquisa de opinião realizada no site do jornal The Guardian, cuja base de leitores é predominantemente de esquerda e por isso, supõe-se, mais alinhada com as vanguardas artísticas, resultou em mais de 70 % de votos contrários ao projeto de Rogers. Segundo um artigo na imprensa inglesa, o Príncipe estaria dando voz à frustração da comunidade local contra a falta de transparência no processo de aprovação. Segundo outro, ele estaria tendo sucesso no seu lobby graças à amizade pessoal que ele tem com o Emir do Catar, proprietário da incorporadora que adquiriu a gleba. O ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, figura preeminente na política britânica (e admirador de Hugo Chávez), fez um pedido ao atual prefeito, Boris Johnson, para que ele censurasse publicamente a atitude do Príncipe. Como resposta, viu o vice-prefeito Kit Malthouse juntar-se ao coro das críticas do Príncipe Charles ao projeto de Rogers.
Confira a matéria completa
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