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Archive for the ‘Conhecimento’ Category

Projeto de arquitetura – Etapas

terça-feira, janeiro 31st, 2012
      Por quê obter um projeto de arquitetura se tornou uma tarefa meio segregada, desvalorizada e ainda vista como caprichos de gente rica? Mas o que envolve este processo? O que engloba a discussão?

      

Fora do setor da construção civil, são poucas as pessoas que realmente sabem o que é um Projeto de Arquitetura.

Atualmente, com o avanço dos softwares de desenho, fazer uma planta ficou realmente muito mais fácil e rápido, mas não simplificou a real estrutura da elaboração de um projeto.

Um Projeto de Arquitetura Completo, ou seja, bem-elaborado, normalmente passa pelas seguintes etapas: Levantamento/Visita ao Local, Estudo Preliminar, Projeto Legal, Anteprojeto, Projeto Executivo e Detalhamento.

Cada item citado tem uma importância que pode ser maior ou menor, de acordo com o vulto da obra.

O Levantamento/Visita ao Local
Como o próprio nome já diz, é uma visita prévia ao local da obra, para que o arquiteto veja o terreno e o entorno (vizinhança). Nesta fase, serão anotadas as dimensões de prédios existentes que venham a ser aproveitados (ampliações e reformas), criando uma planta que servirá de base para o futuro estudo.

O Estudo Preliminar
É na fase de estudo que são elaboradas as primeiras plantas do futuro projeto. Dependendo do tamanho do que se deseja edificar, ela pode ser mais simples ou mais detalhada. Pode ser colorida, apresentar mobiliários e ser acompanhada de perspectivas, quando necessário. Pode haver mais de uma opção para o mesmo local, cabendo ao cliente escolher aquela que mais lhe agrade. Quando o cliente não se satisfaz por completo com nenhuma solução apresentada, podem ser realizados novos estudos, descartando ou adaptando os anteriores. Em alguns casos, projetos como estrutura e fundação, dentre outros, também são concebidos dentro desta etapa, auxiliando decisões posteriores.

O Projeto Legal
Ele é um avanço dentro da opção escolhida pelo cliente. Nesta fase, o projeto começa a se definir. São elaboradas plantas, cortes e fachadas de todo o projeto, com áreas, dimensão das esquadrias, níveis e diversas informações que servirão para dar entrada na licença da obra junto à prefeitura local.

O Anteprojeto
Esta etapa é quando, são elaboradas as plantas que serão enviadas ao projetistas complementares (calculistas, instaladores, dentre outros), para que eles elaborem seus respectivos projetos. Aqui são elaborados os Anteprojetos de todas as especialidades para serem analisados durantes a etapa seguinte.

O Projeto Executivo
Esta é uma das fases mais importantes de um projeto. Nela, são analisados todos os projetos e é feita a chamada compatibilização, na qual são verificadas todas as possíveis interferências entre arquitetura, estrutura e instalação, evitando sobreposição de elementos, como por exemplo, um cano cruzando uma viga, o que, sem previsão, poderia atrasar na obra. As plantas baixas, cortes e fachadas desta etapa devem apresentar o maior número de informações possível, a fim de evitar dúvidas, contendo, de preferência, a localização da estrutura e dos pontos de instalação. São indicados também os acabamentos dos ambientes.

O Detalhamento
Esta é uma etapa importante, mas quase sempre esquecida. São feitas plantas ou cadernos com desenhos indicando como serão executados os acabamentos. É ele que evita grande parte dos “pepinos” que se encontram em obras civis. Todos os detalhes deverão estar referenciados nas plantas do Projeto Executivo.

É a existência ou não de alguns desses itens que normalmente faz um projeto ficar mais barato ou mais caro. Por isso, antes de contratar um projeto, pergunte sempre a seu arquiteto o que está incluído no escopo dele.
Além do trabalho do arquiteto, na realização de todo projeto, deve-se avaliar a necessidade da contratação de outros profissionais especializados, como topógrafos, calculistas e instaladores e outros, que serão responsáveis pela elaboração dos chamados projetos das especialidades. Estes profissionais poderão ser indicados pelo cliente ou pelo arquiteto.

?Outra matéria interessante retrata como funciona o fluxograma desde o projeto, passando pelo custo, tempo, peculiaridades de escritórios/arquitetos a outros profissionais da arquitetura.

Vale a pena dar uma lida AQUI

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aoydesign – Cubo em ziguezague, Tóquio

sexta-feira, janeiro 20th, 2012

O orçamento reduzido e o terreno no formato triangular foram dois dos desafios do projeto para esta casa em Tóquio. Formada por quatro volumes cúbicos, ela concentra os ambientes de serviço no fundo, enquanto as áreas sociais conectam- se com a vizinhança.

Dois desafios determinaram o projeto desta casa localizada em um bairro residencial de Tóquio: orçamento reduzido e um terreno de 45 metros quadrados, em uma esquina com formato triangular.
Em vez de ocupar o terreno em sua totalidade, o programa se distribui dentro de quatro volumes cúbicos com cobertura com diferentes caimentos.
“O formato chanfrado abre espaço para pequenos canteiros verdes que harmonizam a edificação e seu entorno”, explica a arquiteta Yukiko Sumitani, coautora do projeto.
Ela e Shigeo Aoyama, sócios do estúdio aoydesign, optaram por inserir o dormitório no térreo, ao lado da garagem e de um pequeno cômodo com ducha, enquanto o pavimento superior, além de um lavabo, integra a cozinha a uma sala com varanda.
A fachada sul, com excesso de calor nos meses de verão, concentra a circulação, enquanto as faces leste e norte, mais frescas, abremse em pequenas e grandes janelas que garantem a iluminação nos ambientes de convívio.
Para baratear a construção, as paredes são de drywall, cujo acabamento interno segue a tradição japonesa da forração com folhas de papel de arroz.

Pequenas e grandes janelas nas faces norte e leste garantem a iluminação nos ambientes de convívio

Pequenas e grandes janelas nas faces norte e leste garantem a iluminação nos ambientes de convívio

 

 ?Térreo / 1º pavimento
1. Ducha / 2. Garagem / 3. Dormitório / 4. Lavabo / 5. Cozinha / 6. Living / 7. Terraço

—-Leia mais—-

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Arquitetura acessível – Piso tátil

terça-feira, janeiro 10th, 2012

O que é piso tátil?

Piso Tátil é o piso diferenciado com textura e cor sempre em destaque com o piso que estiver ao redor. Deve ser perceptível por pessoas com deficiência visual e baixa visão.

É importante saber que o piso tátil tem a função de orientar pessoas com deficiência visual ou com baixa visão.

Pode parecer abstrato para as pessoas que enxergam, mas para o deficiente visual e a pessoa com baixa visão este piso é fundamental para dar autonomia e segurança no dia a dia!

Existem dois tipos de piso tátil: piso tátil de alerta e piso tátil direcional.

O piso tátil de alerta é conhecido popularmente como “piso de bolinha”.

Sua função, como o próprio nome já diz, é alertar. Por isso é instalado em início e término de escadas e rampas; em frente à porta de elevadores; em rampas de acesso às calçadas ou mesmo para alertar quanto a um obstáculo que o deficiente visual não consiga rastrear com a bengala.

A cor contrastante serve para auxiliar a pessoa que tem baixa visão.

A função do piso tátil direcional é direcionar e orientar o trajeto.

Em locais amplos onde não tem ponto de referência que seja detectado com a bengala, o piso tátil direcional serve como guia direcional, como mostra a foto abaixo.

O excesso deste piso ou a colocação em locais inadequados pode confundir e atrapalhar a locomoção.

>Em breve mais sobre arquitetura acessivel

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Telhado e rampas

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

Observamos constantemente situações em que temos que projetar elementos como telhados e rampas, e para aqueles que estudam ou utilizam as técnicas de se projetar espaços sabem como é complicado decorar e utilizar fórmulas existentes para estes projetos.

Enfim, decidimos postar e analisar as fórmulas para o cálculos destas peças arquitetônicas.

EM TELHADO:

O telhado é baseado numa geometria interessante, donde triângulos, eixos e ângulos são o princípio de sua construção em desenho. Sua inclinação é expressa em porcentagem e não em graus como costumamos colocar em dados de ângulos.

Veja rapidamente como funciona:

>Aqui, observa-se a relação da altura h do telhado (ponto maximo, cumeeira) em função da inclinação dada em porcentagem.

 

EM RAMPAS:

Fórmula expressa pela NBR 9050

Fórmula expressa pela NBR 9050

> O cálculo é parecido com o do telhado, embasado em triângulo e relação geométrica.

Então só jogar de acordo com o vão de espaço para a rampa e projetar se seguindo sua lei de inclinação.

Arquitetura também é acessibilidade.

Até a próxima!!

 

 

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Cores quentes e luz…

segunda-feira, dezembro 12th, 2011

O recém-concluído Grupo Escolar Josephine Baker, desenhado por Dominique Coulon para a cidade de La Courneuve, subúrbio de Paris, faz parte do projeto de revitalização de uma área antes ocupada por conjuntos habitacionais. Em vez de eliminar o passado, o edifício abre-se para um imenso pátio interno, cujo desenho respeita a memória local.

Realizado pelo escritório de arquitetura Dominique Coulon & Associés, seu projeto partiu do traçado urbano prévio e propõe a reorganização da vizinhança a partir da preservação de dois eixos históricos regionais. 

Um começa na região central de Paris – na fonte de Saint?Michel – e segue até a catedral da cidade vizinha de St. Denis. O outro vai da mesma igreja até a capela de St. Lucien, no centro de La Courneuve.
Os dois eixos cruzam a área do plano urbanístico do qual faz parte a escola e delimitam um trecho onde o passado se mantém, tanto pela presença das ruínas de um cemitério galo-romano quanto pelo espaço vazio deixado por conjuntos habitacionais da década de 1960, o Ravel e o Presov, demolidos em 2004.

Parte de um plano urbanístico, o Grupo Escolar Josephine Baker localiza-se em La Courneuve, subúrbio de Paris

Parte de um plano urbanístico, o Grupo Escolar Josephine Baker localiza-se em La Courneuve, subúrbio de Paris

 

Integrado às intenções de revitalização, preserva a cicatriz urbana, em vez de ignorá-la, o que definiria um processo irreversível de perda da memória da cidade.

A única exigência do programa apresentado pelo órgão regulador da educação pública local foi que se evitassem blocos fechados.

Por isso – e por conta dos limites de densidade e altura impostos pelas leis do município -, o arquiteto criou um partido com volumes tensionados, que questiona a separação entre escola primária e creche.

“Edifícios escolares parecem ser concebidos como áreas para adultos reduzidas à escala das crianças. Neste projeto, as sequências de caminhos e salas de aulas propõem uma relação diferente entre o corpo da criança e o espaço”, explica Dominique Coulon, autor do projeto.

A proposta, portanto, estabelece uma organização unificada, implantada a partir de dois polos ligados por um sistema de rampas.
As salas de aulas destinadas às crianças que frequentam a creche concentram- se no lado leste do terreno, em um pavimento que está em balanço sobre a entrada, enquanto as classes da escola primária ocupam o setor oeste, com vista para os jardins centrais.O playground das crianças mais velhas funde-se com a área reservada para as mais novas, ao lado de onde está a cantina. Já os setores esportivos ocupam a cobertura do bloco principal, que contém a biblioteca.Por conta dos chanfros e da volumetria assimétrica, a construção parece ser dominada por ambientes fechados, com poucas aberturas. No entanto, todas as salas de aulas, sobrepostas ao terreno, abrem-se para jardins centrais.

Os corredores recebem luz natural de claraboias e se expandem na frente das salas de aulas

Os corredores recebem luz natural de claraboias e se expandem na frente das salas de aulas

Dessa forma, tem-se a impressão de que, pelo exterior, a verticalidade predomina. Mas é o aspecto horizontal que fica mais evidente para quem cruza a entrada do grupo escolar.
“É como se o universo infinito se abrisse para dentro de uma área exclusiva e acolhedora, reservada para as crianças”, avalia o arquiteto.
O interior também propõe surpresas. Na entrada, por exemplo, a volumetria se projeta para dentro, em um movimento de acolhimento.
O espaço tem, ainda, parte do piso feito em vidro, o que serve como elemento de comunicação visual transitório para o momento do dia em que as crianças são separadas de seus pais.
Como zonas de descompressão, os corredores mudam de altura e de largura, e expandem-se na frente das portas das salas de aulas, além de receber luz natural de claraboias.
Finalmente, quando o percurso se encerra, a cobertura do playground amplia-se para além da rampa que leva até as áreas esportivas do último piso. Esse jogo volumétrico, somado ao uso de materiais como linóleo nos pisos e madeira nas portas e janelas, suaviza a robustez do concreto aparente, contraste acentuado pelo laranja que colore o chão e algumas paredes e tetos.

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/1112/escola-primaria-creche.jpg

 

VEJA MAIS…

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BIM

segunda-feira, novembro 28th, 2011

O que é o BIM?

De um modo mais “bruto” BIM é – Building Information Model ou Building Information Modeling ( Modelo de Informação da Construção ou Modelagem de Informação da Construção).O BIM abrange geometria, relações espaciais, informações geográficas e as quantidades e as propriedades de construção de componentes (por exemplo, detalhes dos fabricantes). BIM pode ser utilizado para demonstrar a construção de todo o ciclo de vida, incluindo os processos de construção e de instalação operação.
O BIM pressupõe que quando o arquitecto modela o edifício virtual, utilizando ferramentas tridimensionais (Scia Engineer, Allplan, Revit, Bentley Architecture, Archicad, VectorWorks, Tekla Structures, Cype, entre outras), toda a informação necessária à representação (desenhos rigorosos), à expressão gráfica, à análise construtiva, à quantificação rigorosa de trabalhos e tempos de mão-de-obra, desde a fase inicial do projecto até à conclusão da obra e, mesmo, ao processo desconstrutivo, no fim do ciclo de vida útil, se encontra no modelo.

Ou seja, a partir do momento em que se desenha uma peça arquitectónica ou, simplificando, um pequeno edifício, constituído por quatro paredes, um telhado e uma laje de piso, toda a informação necessária para a sua validação, se encontra, automaticamente, associada a cada um dos elementos.
De entre os variados programas de modelação paramétrica, direccionados para o modelo arquitectonico, o Archicad é considerado um programa 5D, porque, além da modelação 3D, permite, igualmente, a comunicação de dados à obra (e respectivo acompanhamento), em tempo real, bem como a quantificação de todo o processo e respectiva orçamentação. Permite, igualmente, a conversão do modelo em diversos formatos, um dos quais é de domínio público e freeware: o formato IFC, que exporta todo o modelo e respectivos dados apensos, em formato txt.

A estrutura BIM não é aplicável, unicamente, à engenharia, mas, principalmente, à arquitectura, considerando que é esta a actividade precursora de muitos trabalhos de engenharia.
A par destes processos que são bastante conhecidos -
Devemos considerar, igualmente, uma nova tecnologia Generative Components, que permite o desenvolvimento do processo de projecto, estudando virtualmente, o conceito e a forma da peça arquitectónica.

 

Conhece algo sobre BIM?

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