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Archive for the ‘Design’ Category

New Design

quarta-feira, agosto 12th, 2009

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Bonatto

segunda-feira, julho 6th, 2009

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Restaurantes para funcionários do Ceic

terça-feira, maio 26th, 2009
Desde meados do ano passado, foram reabertos, depois de renovados, os restaurantes para funcionários do Centro Empresarial Itaú Conceição (Ceic), em São Paulo. O escritório da arquiteta Lucia Ravache é responsável pelo projeto. O desenho concilia a funcionalidade com ambientes de sutil elegância, contribuindo para torná-los capazes de manter o interesse de seus usuários, mesmo que estes os frequentem praticamente todos os dias.
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Os restaurantes para funcionários do Ceic, complexo bancário localizado na zona sul de São Paulo, atravessaram quase duas décadas sem alterações importantes. Tinham, portanto, praticamente a mesma idade das primeiras torres do conjunto, que foram inauguradas na metade dos anos 1980. Havia dois espaços distintos, para funcionários mais graduados e para o restante do staff. Em 2007, Lucia Ravache foi contratada para criar um novo layout, abolindo as distinções hierárquicas. No primeiro semestre de 2008 o trabalho foi concluído.

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Tão relevante quanto atender a públicos internos de níveis distintos era equacionar os fluxos de pessoas e da comida. O projeto deveria também empregar materiais de fácil manutenção. Ao mesmo tempo, pretendia-se que o espaço fosse atraente para os usuários, já que eles “vão almoçar quase todos os dias nesse mesmo lugar”, pondera a autora do trabalho. Além da comida, em restaurantes convencionais os clientes são induzidos a frequentar o local pela qualidade e conforto de seus ambientes. Aparentemente, o trabalho desenvolvido por Lucia foi eficiente nesses quesitos, obtendo a interação de funcionalidade e elegância.

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No restaurante que ocupa o piso superior, o chão foi revestido com pastilhas de vidro em tom claro

Os salões ocupam parte do embasamento de duas torres. Os do pavimento superior, denominado piso Metrô (o conjunto empresarial está integrado à estação metroviária), podem atender até 400 pessoas; os do andar térreo (piso Terraço) comportam 800 usuários. Os dois níveis se comunicam por escada interna.

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A amplitude permitiu à arquiteta e a sua equipe compor diferentes ambiências. Nos salões Manacá e Ipê, no piso superior, Lucia especificou, no piso, pastilhas de vidro em tom claro na área de refeição e visual multicolorido (“uma explosão de cores”, segundo ela) na parte que concentra as ilhas de comida. Nas mesas de refeições predominam tonalidades escuras, mas a inserção de peças de cores intensas rompe com a monocromia e compõe uma atmosfera mais descontraída. Um painel de desenho geométrico negro percorre a lateral do espaço.

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Com maior dimensão (são 1,4 mil metros quadrados contra 800), o pavimento inferior, onde estão os salões Paineira e Jatobá, permitiu à projetista trabalhar a área de distribuição. Ali, graças ao pé-direito mais generoso (na conexão entre duas torres), o desenho de forro ganha maior elaboração, alternando planos densos com outros mais leves – um ripado com as lâminas de madeira penduradas pela parte mais delgada, à semelhança de coberturas pergoladas. Sobre as ilhas de comida, imensas luminárias dão um aspecto diferenciado ao local. O piso dos salões é de cerâmica de grande formato.

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Nas laterais, um dos salões tem a superfície revestida com tijolo aparente (sem acabamento) e o outro recebeu revestimento de madeira, formando um painel. Em razão da localização, as áreas dos restaurantes não permitiram à autora aproveitar a luz natural, elemento que ela sempre procura explorar em suas intervenções. Por isso, Lucia recorreu às soluções de iluminação artificial para criar a atmosfera interna.

A autora destaca ainda, como aspecto positivo no trabalho, a sintonia e a cooperação entre os diversos profissionais e equipes.

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Banner monumental reúne trabalhos de várias áreas de atuação

quarta-feira, maio 20th, 2009
Banner monumental reúne trabalhos de várias áreas de atuação
Um monumental banner de 1,5 metro de largura e 40 metros de comprimento orienta o visitante em seu percurso pela exposição Rico Lins: Uma Gráfica de Fronteira, que esteve em cartaz no início do ano na Caixa Cultural do Rio de Janeiro e, em maio próximo, desembarcará no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

A mostra reúne trabalhos da área editorial, cartazes e ilustrações criados por Rico Lins ao longo de mais de 30 anos de carreira. Eles são representativos da situação fronteiriça em que o design gráfico do autor se encontra em relação a outros campos visuais, como o das artes plásticas, um dos mais importantes em seu espectro de influências e inspirações. Essa é a origem da expressão “gráfica de fronteira”, utilizada pelo curador Agnaldo Farias no nome da exposição.

Lins desenvolve trabalhos para importantes periódicos brasileiros e mundiais, como a revista norte-americana Time e a publicação acadêmica alemã Kultur Revolution, além de projetos de marcas, comunicação institucional, ilustração e tipografia. Em comum, eles derivam de um processo não linear de concepção, que busca adicionar conteúdo, significados, a partir do estabelecimento do que o designer denomina espaço inclusivo. “Procuro abrir caminho para que o interlocutor colabore com sua própria interpretação”, explica Lins.

Isso muitas vezes deriva da adoção de imagens fortes, de ícones de massa. Numa das capas da Kultur Revolution, por exemplo, a figura da banana foi manipulada como símbolo do tema do exotismo dos trópicos. A peça parte do cartaz do filme Banana is my business (1995), de Helena Solberg, sobre a carreira de Carmen Miranda, suprimindo o rosto da artista, os adornos exagerados que eram típicos da cantora e a definição de fundo, de modo a enfatizar um sorriso desajeitado e os olhos na forma da fruta.

A reapropriação de significados, assim, é um traço criativo que percorre todos os ambientes e trabalhos da mostra, organizada em três camadas simultâneas de comunicação com o visitante. O banner contínuo narra a particularidade de o design gráfico ser a um só tempo efêmero e permanente, ou seja, tanto fruto de situações específicas de projeto quanto registros culturais e intercambiáveis de determinada época ou segmento social.

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BONATTO – Design essencial

segunda-feira, maio 11th, 2009

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Prêmio Max Feffer de Design Gráfico

domingo, maio 10th, 2009
Os dez prêmios recebidos pela Cosac Naify na sétima edição do Prêmio Max Feffer de Design Gráfico apontam o contínuo investimento da editora em design. Sua equipe de designers e produtores gráficos, liderados pela arquiteta e diretora de arte Elaine Ramos, tem na bagagem a criação de coleções e livros avulsos caracterizados pelo primor técnico, criatividade visual, coesão com o conceito editorial e acabamento refinado. Foi nesses termos que o júri e o curador do certame, o designer Ronald Kapaz, concederam à empresa a láurea Destaque do Ano.

A premiação especial faz referência não só aos projetos da Cosac Naify que conquistaram a primeira e a terceira colocações (não houve segundo lugar) na categoria editorial, uma das mais disputadas do evento, mas sobretudo à importância que o design adquiriu na dinâmica da empresa. A maior parte dos livros tem design concebido pela equipe interna. E, em média, metade de seus lançamentos mensais recebem projetos não padronizados, que estabelecem o “corpo a corpo direto com a editoria, pesquisas e textos de cada publicação”, assinala a diretora de arte, Elaine Ramos.

A coleção Moda brasileira, vencedora na categoria editorial, está em sua segunda versão e é representativa do processo de concepção da identidade visual dos livros da Cosac Naify. Ela narra a trajetória e o processo criativo de renomados estilistas brasileiros. E, dada a diversidade de inspirações, linguagens e particularidades de cada profissional, tem como princípio conceitual gráfico a máxima liberdade na parte interna dos livros.

Assim, a exposição de fotografias de desfiles, de tecidos ou de acessórios alterna-se com a utilização de referências iconográficas e esboços, entre outros, relacionados ao processo de desenvolvimento de cada criador de moda. Externamente, contudo, estabelecem-se elementos de marcante identidade visual, sobretudo a lombada com espinha exposta, a capa dobrada sobre si mesma e a existência de sobrecapa composta por dobraduras e faixa horizontal.

A sétima edição do prêmio contou com 565 trabalhos inscritos. Apesar da grande soma em dinheiro oferecida para os três primeiros colocados em cada categoria, foi bastante irregular o desempenho entre as cinco modalidades. A categoria editorial foi o grande destaque. Em embalagem não houve premiados.

A categoria miscelânea conferiu prêmio máximo à coleção de selos criados pela gravurista Heloísa Etelvina para a loja do museu de arte de Inhotim, de Minas Gerais; o segundo e o terceiro lugares couberam, respectivamente, a Miya Série[k*]! (programação visual da marca de roupas Miya), de Larissa Miyazato, e Livro de linguagem Fleury, de Zeuner Fraissat.

Também a categoria promocional não teve vencedor. A embalagem de chá Chinese Tea Box, de Carlo Giovani Estúdio, e as peças Kimi Nii – Japão, de Ruth Klotzel, receberam respectivamente o segundo e o terceiro prêmios. E a modalidade estudantes premiou o projeto acadêmico da revista Kapta, de Rafael Aguiar (primeiro lugar); o redesign da revista Cult, de Miguel Nóbrega e Natalia Nabekura (segundo); e o livro O cavaleiro inexistente, uma tradução intersemiótica, de Amanda Coimbra (terceiro).

O corpo de jurados do 7º Prêmio Max Feffer de Design Gráfico foi composto por Chico Homem de Melo, João de Souza Leite, Kiko Farkas, Rafik Farah, Rico Lins e pela canadense Marian Bantjes.

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