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Archive for the ‘Design de produto’ Category

Afinal o que é Design?

sexta-feira, março 27th, 2009

Hoje em dia vimos e ouvimos milhares de definições falando sobre o que é design, cada um fala uma coisa e no final nunca se chega a uma conclusão sólida sobre o assunto.

Lendo um artigo da Adélia Borges achei uma definição “perfeita” sobre design. (Não sei se a definição é de autoria dela)

“Design é a única maneira de buscar e expressar o diferencial de qualidade dos produtos e serviços num mercado cada vez mais competitivo e mais “igual”. Não é uma maquiagem superficial, nem um enfeite que se acrescenta quando o produto está pronto, o chantilly ou a cereja em cima do bolo. Design tem a ver com o bolo todo: a farinha que será usada, o jeito de juntar e mexer os ingredientes, o tempo e a temperatura do forno, o sabor, quantos e quais recheios serão usados, e como ele será montado e decorado ao final. É, portanto, um processo de concepção integral dos produtos.”

Gosto de dar um foco especial neste trecho: “… Não é uma maquiagem superficial, nem um enfeite que se acrescenta quando o produto está pronto, o chantilly ou a cereja em cima do bolo…”

Pois é o que realmente a maioria da população hoje pensa (inclusive designers), que design é somente a “maquiagem”, ou seja, somente o superficial a beleza em si.

Outras definições nas quais acho muito relevante apesar de talvez meio radical, é da grande designer gráfica Moema Cavalcanti. Moema odeia ser chamada de designer gráfica, para ela, essa denominação lembra personal trainer, “um termo da moda, em inglês para parecer muderno”. Por isso, prefere um modesto “capista”, já que seu principal campo de atuação é o projeto de capas de livros.

A palavra design se disseminou muito recentemente e, na maioria das vezes, é empregada com um significado reducionista, que a associa a coisas caras, frescas e com um “visual arrojado”. Por conta desse adjetivo, usado a torto e a direito, a atividade é entendida como associada a um estilo de móveis ou objetos, o “estilo design”, em oposição a um “estilo clássico”, provençal ou country.

A diferenciação é necessária. A habilidade dos profissionais da área vai muito além do mero ato de desenhar. Os designers de produto têm que adaptar suas idéias aos métodos produtivos existentes, levando em conta aquilo que as indústrias estão ou não aparelhadas a fazer; têm que analisar se os produtos cumprem sua função da melhor maneira possível; têm que examinar se são fáceis de manusear ou operar; e, por último, mas não menos importante, se são bonitos. Seu trabalho consiste em imaginar, criar e encontrar meios de construir novos objetos que sirvam ao ser humano. Mudando o raio de atuação, a definição vale também para os designers gráficos (que projetam identidade visual, embalagens, livros, sites etc.) e para aqueles que projetam ambientes, conhecidos como designers de interiores.

“No vocabulário da maioria das pessoas, design significa aparência. É o tecido da cortina, é o sofá. Para mim, design é a alma de tudo o que o homem cria e que acaba se manifestando nas sucessivas camadas exteriores de um produto ou um serviço. O iMac é mais do que a cor, a transparência ou o formato de sua carcaça. A essência do iMac é ser o melhor computador pessoal possível no qual haja uma total interação entre seus elementos.”

Se é ou não o melhor, não é o caso de discutir aqui, mas inegavelmente o iMac tirou a Apple da ribanceira em que estava antes de seu lançamento. Há inúmeros outros exemplos mostrando que bom design é bom negócio. E não apenas o design de produtos. Os casos da Coca Cola e do Marlboro, cujas marcas valem mais do que o patrimônio das companhias que os produzem, dão a dimensão da importância da identidade visual para o sucesso de uma empresa.

Se para os empresários o bom design faz soar a caixa registradora, para o país ele pode representar uma alavanca do desenvolvimento socioeconômico; e, para o consumidor, freqüentemente resulta numa melhoria da qualidade de vida. Por todas essas implicações, design é uma atividade multidisciplinar, ligada à tecnologia, à estética e ao marketing.

Não é meramente um desenho. Moema, por exemplo, nem sabe desenhar, mas é mestre na composição de capas de livros que aumentam as vendas das editoras e o prazer dos leitores. É designer, na melhor acepção da palavra.

Para quem quiser saber mais do assunto recomendo o livro “Designer não é personal trainer e outros escritos”.

Bibliografia:
- “Designer não é personal trainer e outros escritos” (Editora Rosari, 2002).
- Artigo do jornal Gazeta Mercantil – Abril 2000 por
Adélia Borges
- www.designbrasil.org.br

Raphael Garcez

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Luz do século 21 chega às fachadas

quarta-feira, março 25th, 2009

Utilizados para indicar o sinal de espera nos aparelhos eletroeletrônicos, os diodos emissores de luz passaram a ser conhecidos no mercado brasileiro como leds, da sigla que designa em inglês o light emitting diode. Agora, eles saem do interior das casas e conquistam as fachadas, dando um toque lúdico às edificações.

Os primeiros leds comerciais foram lançados no final da década de 1960, na cor vermelha, para uso em sinalização de baixa potência, caso dos painéis eletrônicos. Em edificações, foram muito empregados em terminais de centrais de combate a incêndio. Como elemento de iluminação, principalmente nos campos arquitetônico e decorativo, vêm sendo adotados há cerca de dez anos, mas ainda com baixa oferta de potência luminosa (lumens). “Há aproximadamente cinco anos, a disponibilidade de potências aumentou bastante, melhorando essas aplicações”, observa Fernando Romano, engenheiro de vendas da Osram. Durante os jogos Pan-Americanos de 2007, por exemplo, 245 quiosques instalados na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foram iluminados por leds.

À noite, os leds mudam a cor da fachada do espaço Santa Helena

À noite, os leds mudam a cor da fachada do espaço Santa Helena

Mas a aplicação em fachadas exige suportes e proteção contra intempéries, salinidade (se a edificação estiver próximo ao mar), descargas atmosféricas e outros agentes agressores. Normalmente, os leds são montados em painéis mecânicos, parafusados à estrutura do edifício, podendo-se usar barras, chapas e estruturas metálicas. “Não há grande peso envolvido, mas muitas dessas estruturas precisam ter alta rigidez, devido à ação dos ventos e outros fenômenos”, observa Romano. A durabilidade do led está associada ao projeto, exigindo adequação eletrônica e térmica. “Se esses aspectos não forem observados, ocorrerá baixa vida útil, forte declínio de fluxo luminoso em pouco tempo de uso e mudanças de cores”, adverte Romano, destacando que os leds permitem personalizar projetos e designs. Trata-se de um tubo de vácuo de vidro constituído por dois eletrodos. O diodo é um elemento de circuito que tem a propriedade de conduzir a corrente elétrica apenas em um sentido. Quando energizado, emite luz visível.

As principais indústrias vêm investindo pesado para produzir leds cada vez mais econômicos e duráveis, visando substituir parcialmente as lâmpadas incandescentes e as fluorescentes compactas. Prevê-se para breve a primeira lâmpada led destinada a tomar o lugar das incandescentes convencionais. A Lightfair, feira de iluminação realizada em maio de 2008, em Las Vegas (EUA), apresentou novas aplicações para iluminação pública e de estacionamentos, balcões, residências e escritórios. As pesquisas estão mais avançadas nos Estados Unidos, Japão, Taiwan, China e Coréia do Sul, países que pretendem tornar a tecnologia viável para a iluminação residencial, industrial e pública, no menor período de tempo possível. A cidade de Düsseldorf, na Alemanha, por exemplo, começou a substituir cerca de 10 mil lâmpadas a gás do centro antigo por leds.

Fenômeno atômico
Por trás da tendência de ampliação do uso da tecnologia dos leds também estão as dificuldades de geração de energia elétrica em todo o mundo. A vantagem é que os leds utilizam materiais semicondutores especiais, fazendo com que a emissão luminosa se dê a partir de um fenômeno em que o átomo recebe energia e a perde na forma de luz.

Inventado pelo engenheiro eletrônico inglês John Ambrose Fleming, em 1904, o diodo é um semicondutor de corrente elétrica. Devido ao movimento dos elétrons, que trocam constantemente de orbitais (camadas) ao redor do núcleo, dentro do diodo libera-se uma energia chamada fóton. No caso dos leds, os elementos químicos mais utilizados para o processo são o arseneto de alumínio e o gálio.

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Kitchen & Bath Expo

quinta-feira, março 19th, 2009

Kitchen & Bath Expo

Feira Internacional de Produtos e Acessórios para Cozinha e Banheiro.

Data: de 24 a 27 de março de 2009.

Horário: das 10h às 19h.

Local: Transamérica Expo Center
Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
Santo Amaro – São Paulo – SP – CEP 04757-020

www.kitchenbathexpo.com.br

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Documentário: Objectified

quinta-feira, março 5th, 2009

Objectified é um documentário que será lançado ainda este mês, dirigido por Gary Hustwit. Fala sobre desenho industrial e sobre o fascinante mundo dos objetos. Vale a pena ver o trailer.



O filme parece ser muito bom. Enquanto não chega no Brasil, vale a pena conferir o blog dos produtores.

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