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Telhado e rampas


14 dezembro, 2011 – 3:32 pm | por onaci ricardo

Observamos constantemente situações em que temos que projetar elementos como telhados e rampas, e para aqueles que estudam ou utilizam as técnicas de se projetar espaços sabem como é complicado decorar e utilizar fórmulas existentes para estes projetos.

Enfim, decidimos postar e analisar as fórmulas para o cálculos destas peças arquitetônicas.

EM TELHADO:

O telhado é baseado numa geometria interessante, donde triângulos, eixos e ângulos são o princípio de sua construção em desenho. Sua inclinação é expressa em porcentagem e não em graus como costumamos colocar em dados de ângulos.

Veja rapidamente como funciona:

>Aqui, observa-se a relação da altura h do telhado (ponto maximo, cumeeira) em função da inclinação dada em porcentagem.

 

EM RAMPAS:

Fórmula expressa pela NBR 9050

Fórmula expressa pela NBR 9050

> O cálculo é parecido com o do telhado, embasado em triângulo e relação geométrica.

Então só jogar de acordo com o vão de espaço para a rampa e projetar se seguindo sua lei de inclinação.

Arquitetura também é acessibilidade.

Até a próxima!!

 

 

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Cores quentes e luz…


12 dezembro, 2011 – 3:10 pm | por onaci ricardo

O recém-concluído Grupo Escolar Josephine Baker, desenhado por Dominique Coulon para a cidade de La Courneuve, subúrbio de Paris, faz parte do projeto de revitalização de uma área antes ocupada por conjuntos habitacionais. Em vez de eliminar o passado, o edifício abre-se para um imenso pátio interno, cujo desenho respeita a memória local.

Realizado pelo escritório de arquitetura Dominique Coulon & Associés, seu projeto partiu do traçado urbano prévio e propõe a reorganização da vizinhança a partir da preservação de dois eixos históricos regionais. 

Um começa na região central de Paris – na fonte de Saint?Michel – e segue até a catedral da cidade vizinha de St. Denis. O outro vai da mesma igreja até a capela de St. Lucien, no centro de La Courneuve.
Os dois eixos cruzam a área do plano urbanístico do qual faz parte a escola e delimitam um trecho onde o passado se mantém, tanto pela presença das ruínas de um cemitério galo-romano quanto pelo espaço vazio deixado por conjuntos habitacionais da década de 1960, o Ravel e o Presov, demolidos em 2004.

Parte de um plano urbanístico, o Grupo Escolar Josephine Baker localiza-se em La Courneuve, subúrbio de Paris

Parte de um plano urbanístico, o Grupo Escolar Josephine Baker localiza-se em La Courneuve, subúrbio de Paris

 

Integrado às intenções de revitalização, preserva a cicatriz urbana, em vez de ignorá-la, o que definiria um processo irreversível de perda da memória da cidade.

A única exigência do programa apresentado pelo órgão regulador da educação pública local foi que se evitassem blocos fechados.

Por isso – e por conta dos limites de densidade e altura impostos pelas leis do município -, o arquiteto criou um partido com volumes tensionados, que questiona a separação entre escola primária e creche.

“Edifícios escolares parecem ser concebidos como áreas para adultos reduzidas à escala das crianças. Neste projeto, as sequências de caminhos e salas de aulas propõem uma relação diferente entre o corpo da criança e o espaço”, explica Dominique Coulon, autor do projeto.

A proposta, portanto, estabelece uma organização unificada, implantada a partir de dois polos ligados por um sistema de rampas.
As salas de aulas destinadas às crianças que frequentam a creche concentram- se no lado leste do terreno, em um pavimento que está em balanço sobre a entrada, enquanto as classes da escola primária ocupam o setor oeste, com vista para os jardins centrais.O playground das crianças mais velhas funde-se com a área reservada para as mais novas, ao lado de onde está a cantina. Já os setores esportivos ocupam a cobertura do bloco principal, que contém a biblioteca.Por conta dos chanfros e da volumetria assimétrica, a construção parece ser dominada por ambientes fechados, com poucas aberturas. No entanto, todas as salas de aulas, sobrepostas ao terreno, abrem-se para jardins centrais.

Os corredores recebem luz natural de claraboias e se expandem na frente das salas de aulas

Os corredores recebem luz natural de claraboias e se expandem na frente das salas de aulas

Dessa forma, tem-se a impressão de que, pelo exterior, a verticalidade predomina. Mas é o aspecto horizontal que fica mais evidente para quem cruza a entrada do grupo escolar.
“É como se o universo infinito se abrisse para dentro de uma área exclusiva e acolhedora, reservada para as crianças”, avalia o arquiteto.
O interior também propõe surpresas. Na entrada, por exemplo, a volumetria se projeta para dentro, em um movimento de acolhimento.
O espaço tem, ainda, parte do piso feito em vidro, o que serve como elemento de comunicação visual transitório para o momento do dia em que as crianças são separadas de seus pais.
Como zonas de descompressão, os corredores mudam de altura e de largura, e expandem-se na frente das portas das salas de aulas, além de receber luz natural de claraboias.
Finalmente, quando o percurso se encerra, a cobertura do playground amplia-se para além da rampa que leva até as áreas esportivas do último piso. Esse jogo volumétrico, somado ao uso de materiais como linóleo nos pisos e madeira nas portas e janelas, suaviza a robustez do concreto aparente, contraste acentuado pelo laranja que colore o chão e algumas paredes e tetos.

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/fotos/1112/escola-primaria-creche.jpg

 

VEJA MAIS…

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Vray sketchup – Água


6 dezembro, 2011 – 6:41 pm | por onaci ricardo

Estes dias aqui no estúdio CADaula nos deparamos com a situação seguinte:

Tinhamos uma banheira de hidromassagem em um banheiro e a cliente pediu pra gente criarmos um efeito de água; então olhamos bem a maquete e seguimos com o desafio. Depois de tanto martelar em cima do material adequado, descobrimos a receita base para criar o efeito de líquido no Vray.

Decidimos então Criar um rápido tutorial para ilustrar o processo.

Primeiro Passo:

Crie um material padrão do Vray indo em create material e standard;

Depois Crie uma layer de reflexão (Reflection) e adicione Fresnel IOR – com o valor de 2,5;

No diffuse (cara do material, cor) dê em Transparence o branco total.

 

E o segredo maior está em:

Crie um map-bump, aumente o multiply para 2 e vá no m e ponha NOISE

Vá em SIZE do NOISE, amplitude do raio 5, frequencia do raio 5 e dê ok.

 

Dê um preview e sua água está pronta para render.

 

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Representação gráfica no Revit


5 dezembro, 2011 – 4:48 pm | por onaci ricardo

Muitas pessoas abandonam o Revit por considerar que o programa é muito rígido e não permitir que o usuário o configure da forma desejada, o que é totalmente equivocado. Pelo contrário,  o Revit tem sido muitíssimo eficiente nesses vários anos de CAD. O software utilizado de modo esquematicamente correto proporciona resultados bastante satisfatórios.

O primeiro passo para ter um bom desempenho no Revit  é criar o seu próprio arquivo modelo, configurado de acordo com os seus tipos e estilos de linha, espessuras de penas, cotas, pré-carregado com as principais famílias e símbolos de anotação. Assim, toda vez que iniciar um projeto já terá tudo configurado e padronizado. Sempre que descobrir algo que vá usar repetidamente, lembre-se de carregar no arquivo modelo.

Vá em R>Novo>Projeto e escolha “Modelo de projeto”. Parece igual um arquivo normal, mas possui extensão .rtee é ele que você vai selecionar nessa mesma caixa de diálogo quando criar um novo projeto.

Em seguida vamos configurar os “Estilos de objeto”, “Espessuras de linha” e “Estilos de linha”. Tome um tempo para analisar detalhadamente essas opções que assim você dominará bem como o Revit irá representar os objetos. O arquivo modelo padrão do Revit não me atendia muito bem, então eu resolvi reconfigurar completamente as espessuras.
Veja acima que o Revit caracteriza as espessuras com números, que vão de 1 a 16, que variam de acordo com a escala do projeto. Isso é excelente, pois automatiza a mudança de penas de acordo com a escala. Tem muitos escritórios que tem apenas uma ou duas configurações de penas, e quando fazem pranchas em escalas fora do habitual não têm um resultado muito bom. Eu sugiro o seguinte: imprima sua tabela atual de penas, liste as espessuras que você usa, em qual escala ela é usada e para quê. Assim você pode configurar o seu arquivo com as espessuras que utiliza. Por exemplo, começou-se com as de 1:50 e extrapolei usando o bom senso as espessuras para as demais escalas que não tinha uma configuração.
Os números das espessuras (1 a 16) são usados na configuração de “Estilos de objeto” e “Estilos de linha”. Por exemplo, observe que o item “Paredes” usa, no modelo, a espessura 7 (que na escala 1:50 vai ter espessura 0,50 mm) em “Cortar” (objeto cortado). Então o que você deve fazer é analisar cuidadosamente cada elemento, ver que espessura você dava a ele no CAD e definir esta espessura no Revit. Aqui, é preciso definir a espessura de cada elemento e sub-elemento quando cortado e em “Projeção” (objeto em vista). Pra facilitar, observe que o Revit põe em “Projeção” a espessura 1, logo use ela como ponto de referência na configuração de espessuras. No  caso, por exemplo, colocou-se na espessura 1 (para escala 1:50) 0,10 mm.

Depois das espessuras configuradas, parta para configurar os “Padrões de linha”. Siga o mesmo raciocínio, observando os seus projetos no CAD e fazendo os ajustes necessários no Revit.
Esse processo é trabalhoso mas tem grandes benefícios. O primeiro é que nunca mais você vai precisar fazer isso de novo, já que agora seu arquivo modelo está configurado. O segundo é que você vai gravar os tipos de espessura para cada escala e terá visualizado a lista completa dos elementos. E isso é fundamental para dominar a representação gráfica no Revit.

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Uma breve descrição sobre o 3D Max – versão 2012


2 dezembro, 2011 – 1:32 pm | por onaci ricardo

Programa profissional para criação, modelagem e animação em objetos 3D.

Com anos de estabilidade no mercado como um dos programas mais usados para criar animações e efeitos em imagens tridimensionais, 3D Studio Max traz em sua nova versão elementos incríveis para facilitar o trabalho de designers de jogos e de usuários apaixonados por imagens com alta complexidade.

Agilize o processo de modelagem

A área de trabalho do programa é dividida em quatro principais áreas, cada qual mostrando um ângulo da sua figura. Este recurso que com certeza facilita muito o trabalho traz um modo prático para analisar o objeto em várias perspectivas, lembrando ainda que não importa onde você implemente novos objetos, estes são criados em todas as áreas simultaneamente.
3D Studio Max também conta com alguns objetos pré-programados que poupam um grande tempo, pois nota-se que criar poliedros comuns a todo momento é algo demasiadamente trabalhoso e também que utilizar estes objetos de maneira alguma afetará o trabalho final de seu projeto.
Efeitos de iluminação e sombreamento fazem parte da enorme gama de recursos do 3D Studio Max, estes que interagem com quaisquer objetos criados ou importados. A interatividade também não faltará aos seus objetos, o programa que traz desde forças naturais como gravidade e ventos, e até mesmo permite a inclusão de deformações aos objetos.

 

Projetos no 3D Max interagem com vários formatos, entre eles o clássico da Autodesk dwg

 

O 3D Max está entre os softwares 3D mais eficientes e difundidos no mundo.

Até a próxima.

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BIM


28 novembro, 2011 – 3:43 pm | por onaci ricardo

O que é o BIM?

De um modo mais “bruto” BIM é – Building Information Model ou Building Information Modeling ( Modelo de Informação da Construção ou Modelagem de Informação da Construção).O BIM abrange geometria, relações espaciais, informações geográficas e as quantidades e as propriedades de construção de componentes (por exemplo, detalhes dos fabricantes). BIM pode ser utilizado para demonstrar a construção de todo o ciclo de vida, incluindo os processos de construção e de instalação operação.
O BIM pressupõe que quando o arquitecto modela o edifício virtual, utilizando ferramentas tridimensionais (Scia Engineer, Allplan, Revit, Bentley Architecture, Archicad, VectorWorks, Tekla Structures, Cype, entre outras), toda a informação necessária à representação (desenhos rigorosos), à expressão gráfica, à análise construtiva, à quantificação rigorosa de trabalhos e tempos de mão-de-obra, desde a fase inicial do projecto até à conclusão da obra e, mesmo, ao processo desconstrutivo, no fim do ciclo de vida útil, se encontra no modelo.

Ou seja, a partir do momento em que se desenha uma peça arquitectónica ou, simplificando, um pequeno edifício, constituído por quatro paredes, um telhado e uma laje de piso, toda a informação necessária para a sua validação, se encontra, automaticamente, associada a cada um dos elementos.
De entre os variados programas de modelação paramétrica, direccionados para o modelo arquitectonico, o Archicad é considerado um programa 5D, porque, além da modelação 3D, permite, igualmente, a comunicação de dados à obra (e respectivo acompanhamento), em tempo real, bem como a quantificação de todo o processo e respectiva orçamentação. Permite, igualmente, a conversão do modelo em diversos formatos, um dos quais é de domínio público e freeware: o formato IFC, que exporta todo o modelo e respectivos dados apensos, em formato txt.

A estrutura BIM não é aplicável, unicamente, à engenharia, mas, principalmente, à arquitectura, considerando que é esta a actividade precursora de muitos trabalhos de engenharia.
A par destes processos que são bastante conhecidos -
Devemos considerar, igualmente, uma nova tecnologia Generative Components, que permite o desenvolvimento do processo de projecto, estudando virtualmente, o conceito e a forma da peça arquitectónica.

 

Conhece algo sobre BIM?

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